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11/10/2011 - 12h53

Ministro da Previdência diz que luta pelo fim do fator previdenciário

Luiz Cruvinel
Garibaldi Alves (Ministério da Previdencia Social)
Garibaldi Filho disse considerar essencial uma alternativa ao fator previdenciário.

O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, afirmou nesta terça-feira que o governo só conseguirá encontrar uma saída para o fim do fator previdenciário com a ajuda de parlamentares, sindicatos de aposentados e centrais sindicais. “Enquanto estiver como ministro da Previdência, não sossegarei até pôr fim ao fator previdenciário”, disse. Segundo ele, é essencial encontrar uma alternativa para o atual dispositivo – que gerou, até hoje, uma economia de R$ 31 bilhões para a Previdência.

Garibaldi Alves participou da sessão solene em homenagem aos 26 anos da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), solicitada pelos deputados Marçal Filho (PMDB-MS) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

O fator previdenciário é uma fórmula usada para calcular o valor das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e tem o objetivo de evitar que trabalhadores se aposentem cedo.

Os parlamentares presentes à sessão fizeram coro sobre a necessidade do fim do fator e cobraram a aprovação do Projeto de Lei 3299/08, do senador Paulo Paim (PT-RS), que trata do tema. Segundo Faria de Sá, a Câmara não tem se preocupado em votar a medida. “Quero cobrar desta Casa: tenha vergonha, respeite os aposentados e pensionistas deste País”, disse.

Paim afirmou que o fator previdenciário é um crime contra os mais pobres. “Se conseguirmos nos mobilizar, vamos garantir o fim do fator e o reajuste real dos aposentados”, disse.

Recomposição das aposentadorias
Outra cobrança dos deputados foi a aprovação do Projeto de Lei 4434/08, também de Paim. A proposta cria um índice de correção previdenciária para garantir o reajuste dos benefícios da Previdência de acordo com o aumento do valor mínimo. Segundo dados da Cobap, de 1991 a 2010, cerca de 4,6 milhões de aposentados tiveram perdas salariais que reduziram o valor recebido para um salário mínimo.

Marçal Filho afirmou que a redução salarial é uma “tremenda crueldade” contra quem recolheu determinado número de salários e agora recebe bem menos. De acordo com ele, é necessário entender que os aposentados e pensionistas não podem esperar “indefinidamente” pela mudança na legislação.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Tiago Miranda
Edição – Wilson Silveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

sebastião jose de oliveira | 18/10/2011 - 15h09
Esse negocio de acabar com o fator previdenciairio,não acaba nunca,porque?É o cavalo de batalha de muitos politicos,que queiram se eleger,então está ai,por isso não acaba com ele,se não nunca mais se elegerão.certo-PAIM-ARNALDO-GARIBALDI-CLEBER VERDE -VARLEI DA COBAP,estamos de olho.
Décio | 13/10/2011 - 20h33
O Lula disse que o fim do Fator dependia e depende união,da pressão das Centrais Sindicais,sem pressão não muda nada,sempre que um ministro estava próximo de alguma negociação troca o ministro p/recomeçar, em Janeiro/Fevereiro o ministro será trocado, foram 6 ou 7 ministros em 9 anos. O Brasil incentiva a extorsão,por isso que a corrupção corre solta no país, uns tem seus direitos respeitados e estendidos, enquanto outros têm seus direitos violentados pelo Estado.Os ditadores se espelham neste modelo(extorsão sem rebelião).NOSSA FORMA DE GOVERNO PODE SER TUDO, MENOS DEMOCRACIA.
maria carvalho | 13/10/2011 - 17h20
Não acredito mais em ninguem. Não sei o que os senhores fazem nesta casa alem de ganhar o dinheiro público. Vergonha
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