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01/07/2011 - 17h59

Projeto susta resolução sobre psicologia e orientação sexual

Pedro França
João Campos
João Campos: resoluções do Conselho Federal de Psicologia restringem o trabalho dos profissionais.

Tramita na Câmara o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 234/11, do deputado João Campos (PSDB-GO), que susta a aplicação de dois dispositivos da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia, os quais orientam os profissionais da área a não usar a mídia para reforçar preconceitos contra os homossexuais nem propor tratamento para curá-los.

O primeiro dispositivo da resolução que o deputado quer sustar é o que diz que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”.

O segundo dispositivo diz que “os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”.

O projeto é uma reapresentação do PDC 1640/09, do deputado Paes de Lira (PTC/SP), arquivado no encerramento da última legislatura.

Restrições profissionais
Segundo João Campos, estas orientações do Conselho Federal de Psicologia “restringem o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional”.

Na avaliação do deputado, com esta resolução o Conselho extrapolou o seu poder de regulamentar e usurpou competência do Poder Legislativo, “incorrendo em abuso de poder, com graves implicações no plano jurídico-constitucional”.

João Campos sustenta que o decreto legislativo constitui instrumento apropriado para promover a sustação, tendo em vista que o Conselho Federal de Psicologia é entidade vinculada ao Poder Executivo.

Inovação jurídica
O deputado afirma que a intenção do decreto legislativo não é anular os dispositivos da resolução, mas apenas suspender a aplicação deles, “até que o problema seja resolvido no âmbito do Judiciário”.

Ele alega que os dispositivos “inovam a ordem jurídica ilegitimamente, pois cria obrigações e veda direitos inexistentes na lei aos profissionais de psicologia, em detrimento dos direitos dos cidadãos, ofendendo os princípios constitucionais da separação dos poderes, da legalidade e da liberdade de expressão”.

Tramitação
O projeto será examinado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (inclusive no mérito) e votado pelo Plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição – Newton Araújo

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

jefferson jeronimo | 07/07/2011 - 14h31
O MAIS INCRÍVEL É A VERGONHA DE VER UM PERIÓDICO COMO O JORNAL DA CAMARA QUE, ANTES DO (DES)GOVERNO LULA E PT, ERA SÉRIO, AGORA É VEÍCULO EXCLUSIVO DA CAUSA GLBT E OUTRAS A GOSTO DO PT. ESSE GOVERNO PRIVATIZA PARA SI O QUE É DO ESTADO.ISSO É O COMUNISMO DISFARÇADO DE OUTRAS COISAS.
Jefferson Nóbrega | 06/07/2011 - 08h57
Parabéns Deputado! Tremam esquerdista, pois os conservadores estão crescendo de uma forma impressionante nesse país, é só questão de tempo!
Carla Sardinha Siebra de Souza | 05/07/2011 - 18h32
Como psicóloga repudio o projeto do Deputado João de Campos. A homossexualidade é orientação sexual e não um distúrbio psíquico e não pode ser tratada como objeto de cura. O papel do psicólogo jamais irá contra o desejo do paciente de ser atendido, e se neste caso a sua escolha for homossexual, o papel do psicólogo não será orientar para uma escolha hetero, mas permitir que o paciente se depare com sua sexualidade, seja ela qual for. Este projeto um retrocesso para nossa sociedade que prima pelo direito de qualquer cidadão de terem suas escolha respeitada.
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