Segurança

Projeto permite que guardas municipais integrem a Força Nacional de Segurança Pública

12/06/2018 - 11:21  

Will Shutter/Câmara dos Deputados
Audiência Pública e Reunião Ordinária. Dep. Laudívio Carvalho (PODE - MG)
Carvalho: guardas municipais podem contribuir para a busca da paz social

A Câmara dos Deputados analisa projeto de lei que inclui as guardas municipais entre as instituições que podem compor a Força Nacional de Segurança Pública-FNSP (PL 6975/17). A proposta foi apresentada pelo deputado Laudivio Carvalho (Pode-MG).

Criada no governo Luiz Inácio Lula da Silva pelo Decreto 5.289/04, a Força Nacional de Segurança Pública é um órgão de cooperação federativa cuja função é preservar a ordem pública, a segurança das pessoas e do patrimônio. Atualmente regulada pela Lei 11.473/07, é uma tropa ligada ao Ministério da Justiça e atua em situações de emergência e calamidade pública, além de operações ambientais.

Ao contrário das Forças Armadas, a Força Nacional não é uma tropa federal. Ela é composta de policiais federais e policiais de órgãos de segurança estaduais (bombeiros, policiais militares e civis), que são selecionados dentro de suas instituições e passam por um curso de capacitação.

Com as alterações propostas pelo projeto na Lei 11.473/07, a União poderá firmar convênio não apenas com os estados e o Distrito Federal, mas também com os municípios, para que as guardas municipais possam compor a Força Nacional. Os membros dessas guardas que integrarem a FNSP passariam a receber diárias, da mesma forma que os policiais dos estados e do DF. As atribuições da FNSP passariam a incluir também a proteção de bens, serviços e instalações municipais.

“Estamos falando de uma força de trabalho composta por aproximadamente 100 mil profissionais dispersos por quase mil municípios brasileiros”, apontou Laudivio Carvalho. “Como, num quadro nefasto de segurança pública em que estamos mergulhados, podemos deixar de contar com esses combatentes na construção da paz social?”, questionou.

Tramitação
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Lara Haje
Edição – Wilson Silveira

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