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04/07/2018 - 20h54

Comissão realizou 24 seminários estaduais e visitou nove países

Em 2 anos e 9 meses de trabalho, a comissão especial realizou 11 audiências públicas, 24 seminários nos estados e um internacional. Os deputados fizeram viagens oficiais para conhecer os modelos de segurança pública de nove países (Alemanha, Áustria, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, Itália e Japão).

O diagnóstico do atual modelo brasileiro aponta quebra do ciclo de atividade policial (perda de eficiência); rivalidade entre instituições (militar e civil); taxa de elucidação de delitos abaixo da média mundial (somente 8% dos homicídios têm autoria desvendada); corporativismo no controle interno; falhas na formação inicial e continuada; doutrina e procedimentos operacionais divergentes nos estados; problemas na forma de acesso à carreira; vinculação da PM com o Exército (submissão ao código penal militar); baixo índice de confiabilidade; baixa valorização dos profissionais de segurança pública (com baixos salários, falta de equipamentos adequados e exposição constante ao perigo); ausência plano nacional consistente; entre outros.

O relatório de Vinícius de Carvalho também se baseou em dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, publicados em 2017: 2.666 latrocínios (roubo seguido de morte); 453 assassinatos de policiais civis e militares; 4.222 mortes em decorrência de ações policiais; 1.066.674 de carros roubados ou furtados entre 2015 e 2016, o que representa a subtração de 1 veículo por minuto; 49.497 estupros; 112.708 armas de fogo apreendidas.

"Diante de tais índices, temos uma população amedrontada e que não sabe mais como agir diante de tanta violência", afirma o deputado.

Reportagem - José Carlos Oliveira
Edição – Wilson Silveira

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