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01/06/2018 - 15h17

Comissão autoriza vigilante de carro-forte a trabalhar com arma de uso restrito

Arma será de propriedade e responsabilidade das empresas de segurança e deverá ser recolhida ao fim da jornada ou atividade de trabalho

Antonio Augusto/Câmara dos Deputados
Homenagem aos 50 Anos do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), dep. Gonzaga Patriota (PSB-PE)
Gonzaga Patriota: o crime organizado tem acesso a armamentos mais modernos do que aqueles usados pelos profissionais da segurança

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou com mudanças o Projeto de Lei 8929/17, do deputado Capitão Fábio Abreu (PR-PI), que aumenta o poder de fogo das armas usadas em serviço pelos vigilantes de carros-fortes.

De acordo com o texto adotado pela comissão, esses profissionais poderão trabalhar com os seguintes equipamentos: arma de fogo de cano curto, de uso restrito, e respectivos acessórios e munições; arma de fogo de cano longo e curto, de uso permitido, e respectivos acessórios e munições; arma de fogo de cano longo, de uso restrito, com calibre não superior a 7,62 milímetros, e respectivos acessórios e munições; e coletes, escudos, capacetes e similares.

A Lei 7.102/83, modificada pelo projeto, prevê o uso de revólver calibre 32 ou 38, cassetete de madeira ou de borracha e espingarda de calibre 12, 16 ou 20, de fabricação nacional.

O relator do projeto na comissão, deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), concordou com o argumento do autor de que o crime organizado no País tem acesso a armamentos mais modernos e poderosos do que aqueles usados pelos profissionais da segurança pública e privada. “Já se foi o tempo em que os bandidos utilizavam armas de baixo calibre”, ressaltou Patriota.

Treinamento
Segundo o texto aprovado pela comissão, o uso das armas pelos vigilantes exigirá treinamento e aprovação prévios em cursos específicos, reconhecidos e autorizados por órgãos oficiais de fiscalização e controle. Os equipamentos serão de propriedade e responsabilidade das empresas de segurança e deverão ser recolhidos ao fim da jornada ou atividade de trabalho.

Em seu substitutivo, o relator aproveitou pontos de dois projetos apensados ao PL 8929/17: os PLs 8995/17 e 9081/17, ambos do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Caso a proposta se transforme em lei, haverá um prazo de 90 dias para que as novas regras passem a valer.

Tramitação
O projeto ainda precisa ser analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Íntegra da proposta:

Reportagem – João Pitella Junior
Edição – Pierre Triboli

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Comentários

Sérgio Julião | 16/01/2019 - 12h12
Existe ainda um outro problema, sobre a aquisição da arma que ainda é cara. pois mesmo o vigilante tendo o conhecimento do armamento o exame psicotécnico em dia.Quando vai ate a policia Federal, requerer a posse de uma arma; tem que escutar do mesmo orgão que assina o seu Certificado ou reciclagem, que tem todos os seus dados, que é preciso fazer tudo de novo. Como se ao sair da empresa, da porta pra fora você ja não sabe mais nada. O seu conhecimento para ser vigilante, curso, extensão e psicotecnico anual não valem nada. tem que fazer tudo de novo para a posse da arma. Incoerência pura.
Thiago Pereira | 09/01/2019 - 10h54
E como fica para os vigilantes de escolta armada? Eles terão o porte para fuzil em serviço? Eles correm os mesmos riscos dos vigilantes de carros fortes.
Fernando | 15/12/2018 - 20h52
Me deixa indignado esse pensamento pessimista, e de certo modo irrelevante quando se fala da categoria dos operadores da segurança privada. A Nenhum momento foi colocado que estendendo o porte de arma fora do serviço ou aumentando o calibre do armamento se objetivaria acabar com o crime organizado, mas sim aumentar o poder de defesa desse profissional, que periodicamente é treinado e qualificado tecnicamente e psicológicamente para exercer sua função, pondo em risco sua vida em detrimento de outras ou na defesa de um patrimônio. É muito fácil comentar sem nunca ter vivido a nossa realidade!