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23/05/2018 - 21h00

Representantes de clubes de tiro reclamam que atiradores licenciados estão sendo presos ilegalmente

Representantes de clubes de tiro reclamam que atiradores devidamente licenciados estão sendo coagidos pela polícia, principalmente no Ceará, onde as prisões de colecionadores, atiradores e caçadores, conhecidos como Cacs, está sendo maior que nos demais estados. Eles participaram de audiência pública, nesta quarta-feira (23), na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. 

Pela portaria do Exército que regulamenta o porte de arma de atiradores civis, a arma pode ser levada com munição no trajeto entre a residência do atirador e o clube de tiro e é justamente neste percurso que a abordagem policial vem sendo realizada, segundo explicou o presidente da Federação Cearense de Tiro Tático, André Azevedo. 

Para o presidente da Associação Brasileira de Atiradores Civis, Arnaldo Adasz, o número elevado de incidentes entre a polícia e atiradores no Ceará é “no mínimo suspeito”. Ele destacou que o porte de arma dos atiradores civis é regulamentado desde 2003.

"Essa lei tem 15 anos e o direito do porte dos Cacs já foi regulamentado, mas não é respeitado. Nem seria necessário termos uma portaria do Exército brasileiro a respeito, mas o Exército nos brindou com essa portaria, reconhecendo o direito, e ainda assim em alguns estados vemos o caso de prisões ilegais de Cacs."

Interpretação dúbia
Segundo o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), está havendo uma interpretação ideológica da lei e todas as partes envolvidas devem ser ouvidas para evitar mais constrangimentos para os atiradores que são licenciados, mas não estão podendo exercer seu direito de ter uma arma.

"Temos uma portaria que permite uma interpretação dúbia e lamentavelmente em alguns estados brasileiros nós temos uma ação completamente inaceitável que é inclusive a de chegar à prisão de atiradores e colecionadores, porque é incompatível eles andarem para um clube de tiro, para uma competição, para uma prática de treino apenas com um conjunto de armas sem munição."

O deputado Cabo Sabino (Avante-CE) informou que vai realizar uma audiência na Assembleia Legislativa do estado com a presença da federação de tiro e de representantes da segurança pública para verificar o que realmente está acontecendo entre polícia e os Cacs.

Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Ana Chalub

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