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20/04/2018 - 09h34

Comissão aprova indenização por atividade de risco para agentes de segurança pública

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Reunião Ordinária. Dep. Cabo Sabino (AVANTE - CE)
Cabo Sabino: políticas públicas voltadas para a redução da criminalidade no Brasil “não visam melhorias nas condições de trabalho dos agentes”

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (18) o parecer do deputado Cabo Sabino (Avante-CE) ao Projeto de Lei 5492/16, que concede indenização por atividade de risco, de no mínimo 30% da remuneração total, aos servidores integrantes do sistema de segurança pública.

A medida beneficia policiais (civis, federais, militares e rodoviários), bombeiros militares, agentes penitenciários, policiais legislativos federais, agentes socioeducativos, agentes de trânsito e guardas municipais. As quatro últimas carreiras foram incluídas no projeto pelo relator, que fez ainda ajustes no texto para adequá-lo à legislação brasileira.

O projeto original é de autoria do deputado Cabo Daciolo (PEN-RJ) e trata apenas da concessão do adicional de periculosidade para policiais e bombeiros. Sabino optou por substituir “adicional” por “indenização”, pois algumas carreiras policiais recebem subsídio, um tipo de remuneração que só pode ser acrescida por indenizações.

O parecer de Sabino determina que a indenização por Atividade de Risco Policial e Bombeiro Militar será calculada com base na remuneração total, excetuadas as vantagens de natureza pessoal. O texto aprovado reconhece também que o exercício de atividades de segurança pública é exclusivo do Estado.

Crise
Sabino destacou a importância de aprovar a indenização para os integrantes de carreiras de segurança pública, principalmente porque as políticas públicas voltadas para a redução da criminalidade no Brasil “não visam melhorias nas condições de trabalho dos agentes”.

O deputado disse que os policiais brasileiros vivem um cotidiano de risco, que se reflete nas condições de saúde física e mental. Segundo Sabino, a taxa de suicídio entre os agentes de segurança pública é 2,3 superior à taxa brasileira. O alto estresse ocupacional atinge mais de um 1/3 da força policial e a idade média de morte é de 56 anos, inferior à brasileira (75,8 anos).

“Esse cenário representa a contraface da incapacidade e do descompromisso do poder público para planejar, propor e executar políticas penais”, disse Cabo Sabino.

Tramitação
O PL 5492/16 tramita de forma conclusiva e será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Janary Júnior
Edição - Rachel Librelon

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Comentários

Marco Augusto de Carvalho | 21/08/2018 - 16h27
Espero que seja votado, mas não acredito, só bla blá blá...
Alexandre Rangel | 25/06/2018 - 17h29
Essa é a melhor forma que o governo achou para acabar com integralidade e paridade dos policiais, quem estiver aposentado receberá menos 30% do que da ativa. Deveria propor cargo único nas policias e salário dos policiais de pelos menos 80% dos que ganham o topo da carreira. Querem acabar com a paridade de forma indireta, já acabaram com paridade das policias federais(PRF - PF - PFF), agora querem acabar com paridade nas policias militares, depois poderão fazer isso com as forças armadas.
Frederico | 27/04/2018 - 22h22
Aprovação JÁ! Desde 1988 ate hoje nunca valorizaram agentes de segurança pública!