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21/02/2018 - 11h40

Em evento na Câmara, Polícia Rodoviária Federal destaca urgência para recompor efetivo

Arquivo/ Saulo Cruz
Segurança pública - Policiais - Polícia Rodoviária Federal
Segundo a categoria,  efetivo é o mesmo de 1994 e equivale à metade do que seria necessário atualmente

A recomposição imediata do efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é a principal demanda da categoria para este ano. O assunto foi pauta de um café da manhã promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Polícia Rodoviária Federal, nesta quarta-feira (21), na Câmara dos Deputados. Senadores, deputados e representantes sindicais e da PRF participaram do evento.

A categoria conta hoje com aproximadamente 10 mil policiais distribuídos em todo o País. O efetivo é o mesmo de 1994 e equivale à metade do que seria necessário atualmente, segundo a corporação. “Temos um deficit de 3 mil vagas e a iminência de aposentaria de mais 2.050 até o fim do ano. Ou seja, 5 mil policiais a menos no momento em que a tropa está operando no limite do limite”, afirmou o diretor-geral da PRF, Renato Dias.

Segundo Dias, há no total 13.098 cargos criados para preenchimento de funções administrativas e para a atuação nas fronteiras e nas rodovias do País. A demanda é por um concurso que preencha inicialmente 3 mil vagas. O governo federal, disse ainda, tem tratado o tema com prioridade e também a Câmara, onde a categoria conta com o apoio da frente parlamentar.

Desburocratização
Outra demanda dos policiais rodoviários federais diz respeito à desburocratização da compra de armamentos, equipamentos de segurança e viaturas blindadas. “A sociedade não pode esperar. Temos que aproveitar a intervenção federal no Rio de Janeiro para que as polícias possam adquirir de forma rápida e sem burocracia os equipamentos necessários para o enfrentamento do crime organizado”, afirmou.

Coordenador da frente, o deputado Hugo Leal (PSB-RJ) afirmou que o papel da PRF é fundamental na intervenção no Rio. Ela cuidará da segurança das rodovias, disse, o que tem impacto na redução do tráfico de armas e de drogas.

Por outro lado, Hugo Leal chamou a atenção para assuntos atinentes aos policiais que não poderão ser votados no Congresso durante a intervenção, em razão de constarem de propostas de emenda à Constituição, que não pode ser alterada no período. É o caso da reforma da Previdência.

“Pelo visto, não teremos mais reforma neste momento. Mas a frente continuará batalhando e discutindo a questão para as forças de segurança, que têm uma situação bastante peculiar”, avisou o parlamentar.

Apesar das reivindicações, dados levados ao evento pelo presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, Deolindo Carniel, apontam para uma avaliação positiva da categoria. Segundo ele, 85,5% das pessoas entrevistadas em uma pesquisa encomendada pela federação confiam na PRF.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon

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