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13/09/2017 - 22h01

Transportadoras de valores pedem mais rigor contra assaltos a carros-fortes e caixas eletrônicos

Entre as sugestões está a inclusão dos crimes praticados com armas pesadas na lista dos considerados hediondos

Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre o enfrentamento da atuação do crime organizado nos assaltos a carros fortes, caixas eletrônicos e transporte de valores com a utilização de explosivos
Representantes de entidades sugeriram também melhores equipamentos para as forças de segurança 

Representantes de transportadoras de valores defenderam na Câmara medidas de proteção a trabalhadores da área e punição mais rígida a criminosos que assaltam carros-fortes e caixas eletrônicos com o uso de explosivos e armamento pesado.

O tema foi debatido em audiência da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, nesta quarta-feira (13).

O presidente da Associação Brasileira de Transporte de Valores, Marcos Emanuel Torres de Paiva, informou que, de 2009 a 2017, criminosos roubaram mais de R$ 600 milhões nesse tipo de operação.

Ele lembrou que são as empresas de transporte de valores que lidam com a parte mais perigosa de levar o dinheiro e abastecer caixas eletrônicos.

Marcos Emanuel destacou ainda o nível de especialização dos criminosos que realizam ações coordenadas, sempre em grupos de mais de 15. Em 2016, 46 vigilantes foram feridos e dez foram mortos por essas quadrilhas.

O representante da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), Odair Conceição, sugeriu que os crimes nos quais são utilizadas armas de guerra passem a integrar a lista dos hediondos.

Luiz Flávio Zampronha, da Polícia Federal, afirmou que combater o crime organizado é fácil desde que as forças policiais estejam equipadas e tenham recursos para a capacitação de seus agentes.

Proteção da sociedade
Um dos autores do requerimento para a realização da audiência, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) defendeu que os agentes de segurança não sejam punidos no cumprimento de seus deveres.

"Não é possível que o Estado brasileiro coloque a arma na mão de um agente de segurança e, ao agir para defender a sociedade, ele primeiro tome um processo, depois tenha sua arma retirada, todas as vantagens suprimidas enquanto o processo se desenvolve”, afirmou.

Na opinião do deputado, ou a sociedade autoriza o agente a defendê-la “ou então não podemos colocar os homens e as mulheres na rua para morrerem feito moscas."

Investimentos
Já o representante da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Leandro Vilain, informou que foram investidos R$ 9 bilhões em segurança privada e que há investimentos também em tecnologia para aumentar o número de transações por meio eletrônico, diminuindo assim a circulação de dinheiro.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores de Segurança Privada sugeriu aos parlamentares alterações na legislação vigente para permitir que os vigilantes usem armamentos de calibre mais alto.

Reportagem - Karla Alessandra
Edição - Rosalva Nunes

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Comentários

André de Jesus Sarmanho dos Santos Freire | 14/09/2017 - 17h57
Esse tipo de crime praticado com o emprego de armamento restrito das Forças Armadas,explosivos,formação de bandos numerosos,configuram,sem dúvida nenhuma, crimes de terrorismo e contra a segurança nacional.Nos EUA e mais países já existe uma Lei de Segurança Nacional Interna,justamente para combater e punir inimigos não externos,mas inimigos nacionais que se encontram instalados dentro do país.Portanto,as Forças Armadas devem ser empregadas em ações contra esses grupos,seja com apoio logísticos às Forças de Segurança,com helicópteros e blindados,como no emprego direto de tropas.Urgentemente!!!