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05/07/2017 - 23h33

Comandantes criticam utilização de militares da reserva na Força Nacional

Comandantes das polícias militares e do corpo de bombeiros criticaram, nesta quarta-feira (5), a possibilidade de militares reservistas prestarem serviços à Força Nacional de Segurança Pública. A iniciativa está prevista na Medida Provisória (MP) 781/17) e foi discutida em audiência pública da comissão mista destinada a analisar o texto.

Entre outros assuntos, a MP 781/17 prevê que poderão trabalhar em segurança pública de corporações estaduais os militares da União que tenham passado para a inatividade há menos de cinco anos, inclusive temporários, que tenham sido admitidos e incorporados por prazo limitado para integrar quadros auxiliares ou complementares de oficiais ou praças.

O presidente do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares (CNCG), coronel Marco Antônio Nunes, destacou que a proposta vai na contramão do constante esforço de melhoria da qualificação e formação para que policiais e corpos de bombeiros entreguem melhor serviço à sociedade.

Concurso público
Marco Antonio ressaltou que, em qualquer instituição do governo, o ideal é que o ingresso seja feito mediante concurso público e que a inclusão desses militares temporários seria ruim para as corporações. O coronel defendeu uma seleção onde os melhores possam ser escolhidos para “a importante função de entregar segurança pública, vida e integridade à sociedade brasileira”.

O coronel argumentou ainda que são carreiras diferentes. “A inclusão de forma abrupta, além de ferir o princípio do concurso público, vai prejudicar a carreira dos policiais, principalmente da formação. Devemos respeitar as diferenças das carreiras”, disse.

Representando a Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais, Marlos Jorge Teza também criticou a MP e disse que não há como um civil se tornar um policial militar sem concurso público.

Na opinião do oficial, a MP pode resolver o problema do efetivo, mas não atende à demanda da sociedade que deveria ser o alvo principal da mudança. Marlos destacou que a sociedade não aprovaria uma pessoa que não teve preparo específico para exercer as mesmas funções que policiais ou bombeiros militares. “A atividade policial é complexa. Não se pode pegar alguém que foi preparado para outra coisa, com todo respeito às Forças Armadas, e achar que essa pessoa vai se transformar em um policial ou bombeiro militar. Estamos com um esforço muito grande no Brasil para melhorar nosso serviço para sociedade. O viés mais interessante é aumentar a qualificação”, explicou.

Já diretor do Departamento da Força Nacional de Segurança Pública, Joviano Conceição Lima, ressaltou que a dificuldade de conseguir efetivos das polícias militares para compor a Força Nacional é um dos motivos que levou à edição da MP.

Saiba mais sobre a tramitação de MPs

Íntegra da proposta:

Da Redação – RCA
Com informações da Agência Senado

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Comentários

mariano | 09/08/2017 - 02h04
Tem que ter o fim da força nacional,e esse dinheiro ser repassado para PRF,tirar pm dos Estados para compor essa força nacional que é uma piada.E esse coronel tem que saber que pm é mais corrupto do que qualquer uma profissão
JOSE CAETANO | 07/07/2017 - 10h58
vergonha é essa policia militar que cada dia se deparamos com manchetes de corrupção, tem que extinguir por completo, nunca se viu em pais desenvolvidos policia com formação militar,o que estamos vendo cada dia são homens despreparados, pois exercem função que não condiz com a de formação policiais
Antonio Carlos Benício | 06/07/2017 - 16h55
Essa força nacional é uma piada Veja o caso do Rio de Janeiro. O efetivo não conhece o território e custa caro. Melhor seria se o Governo Federal fizesse a sua parte. Veja a Polícia Rodoviária Federal. Tudo passa pelas rodovias federais, onde a presença da polícia rodoviária federal em patrulhamento é quase inexistente. Seus postos ficam fechados a noite e não se fiscaliza absolutamente nada. A questão não é somente falta de recurso. Falta planejamento e vontade de fazer o máximo, dentro do mínimo. Um absurdo essa proposta de convocar reservistas e reformados.