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23/11/2016 - 18h15

Deputado pede amplo debate sobre Estratégia Nacional de Defesa

O coordenador da Frente Parlamentar Mista da Defesa Nacional, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), afirmou que é preciso promover uma ampla discussão pública sobre as ações políticas, legislativas e orçamentárias necessárias para garantir a implantação da Estratégia Nacional de Defesa. A defesa nacional como política de Estado foi o tema de seminário realizado nesta quarta-feira (23) na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

Lucio Bernardo Junior/Câmara
Reunião do Grupo de Trabalho do PL 5587/16, que trata do transporte individual remunerado, do transporte motorizado privado e da regulamentação dos aplicativos digitais. Dep. Carlos Zarattini (PT-SP)
Zarattini: "A defesa nacional deve ter recursos garantidos para a execução de seus objetivos"

Segundo o deputado, garantir a soberania nacional é garantir uma nação livre e democrática, com desenvolvimento social e econômico. Para ele, isso não é possível sem que haja uma defesa nacional independente, com recursos próprios.

"A defesa nacional deve ter recursos garantidos para a execução de seus objetivos. Por isso a nossa preocupação permanente com a manutenção da soberania nacional na região amazônica e da nossa principal fonte energética, que é o petróleo do pré-sal, assim como de outras riquezas minerais. Não podemos abrir mão de uma exploração correta desses recursos, garantindo a preservação da nossa soberania", disse Zarattini.

Desenvolvimento de tecnologia
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, esteve presente à abertura do evento e afirmou que é importante que o Congresso Nacional se envolva em questões essenciais para o setor de defesa. Segundo o ministro, não é possível dissociar o desenvolvimento de tecnologia nacional da soberania.

Jungmann informou que pretende propor alterações na lei que dispõe sobre regras de incentivo à área estratégica de defesa (Lei 12.598/12). "É simplesmente essencial para que a gente possa ampliar esse setor que emprega diretamente 30 mil pessoas, indiretamente 120 mil pessoas”, afirmou.

O ministro lembrou que 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vem da cadeia produtiva da base industrial de defesa, o que corresponde a mais de R$ 200 bilhões, segundo dados de 2014 da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de São Paulo.

Raul Jungmann espera ainda que não haja cortes no orçamento referente às Forças Armadas que foi enviado ao Congresso Nacional.

Reportagem – Mônica Thaty
Edição – Pierre Triboli

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