Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

04/09/2018 - 15h55

Deputados comemoram novos subsídios ao óleo diesel; oposição critica política de preços da Petrobras

Partidos de oposição e da base do governo comemoraram nesta terça-feira (4) o acordo proposto pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que permitiu a aprovação pelo Plenário de subsídios da União para reduzir o preço do óleo diesel rodoviário (ônibus, caminhões e máquinas agrícolas) até 31 de dezembro de 2018.

O texto aprovado foi proposto pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), relator da matéria, ao incorporar trechos de duas medidas provisórias que tratam do assunto: MP 847/18 e MP 838/18.

Para o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a medida, apesar de importante, funciona como um remendo. “Estamos aprovando um band-aid. Precisamos é mudar a política de preços da Petrobras", observou.

Segundo Zarattini, enquanto os investidores se aproveitam dos lucros provenientes da alta dos preços internacionais do petróleo, o Brasil usa recursos públicos para pagar parte do custo do óleo diesel consumido no País. “É uma solução inflacionária e que não resolve o problema, que é a política de preços da Petrobras”, completou.

O texto aprovado, que ainda precisa ser analisado pelo Senado, não impede o aumento do preço do diesel por condições de mercado (valor do petróleo, do óleo refinado e alta do dólar), apenas assegura com recursos do Orçamento federal um desconto de R$ 0,46 nas bombas de combustível – principal reivindicação de caminhoneiros que paralisaram o abastecimento de combustíveis e de produtos em todo o País em maio.

Por sua vez, o deputado Lobbe Neto (PSDB-SP) destacou que a redução do preço do diesel favorece não só quem utiliza o combustível para transportar a produção do País como também evita altas no valor das passagens de ônibus.

Lobbe Neto ainda rebateu as críticas de que a política de preços da Petrobras, que segue diariamente a variação dos preços internacionais, esteja equivocada. “Ouvi críticas à política de preços da Petrobras, mas a estatal passou por maus momentos nos últimos anos por conta de uma administração ruim. Agora temos de adotar essa política para salvar uma empresa que estava quebrada, endividada, roubada”, declarou.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcelo Oliveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'