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08/08/2018 - 21h03

Na Semana Mundial da Amamentação, especialistas defendem incentivos ao aleitamento materno

Participantes de audiência pública promovida pela Comissão de Seguridade Social e Família defenderam, nesta quarta-feira (8), mais incentivos ao aleitamento materno. Eles alertaram que, apesar do Brasil ser referência mundial quando se trata de bancos de leite e amamentação, os índices do país ficaram estagnados nos últimos anos.

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a semana mundial de aleitamento materno 2018. Representante do Ministério da Saúde (MS), Fernanda Ramos Monteiro
Fernanda Monteiro, do Ministério da Saúde: amamentação pode reduzir em 13% o risco de mortalidade infantil

Fernanda Monteiro, do Ministério da Saúde, demonstrou preocupação com a situação. Ela salientou que, se forem feitos os aportes adequados no aleitamento materno, o País pode reduzir em 13% a mortalidade infantil.

“Há vários estudos que mostram que uma criança, quando é amamentada, tem melhor desenvolvimento e maior escolaridade e renda na vida adulta. Os benefícios do aleitamento perduram por toda a vida”, disse.

Fernanda Monteiro sugeriu ainda que a política integral de saúde da criança estabelecida em 2015 pelo Ministério da Saúde seja transformada em lei. Ela apontou que investimentos em prevenção diminuem os gastos com saúde no futuro e auxiliam até mesmo a economia.

Auxílio profissional
A professora Lylian Dalete, especialista em aleitamento materno, também ressaltou a importância nutricional e imunológica do ato.

Dalete destacou que a formação de profissionais especializados é fundamental para auxiliar as mães e garantir que elas não desistam do processo de amamentar, que pode ser difícil se não houver apoio e orientações adequadas.

“A gente acha que a amamentação é muito simples: nasceu o nenê, põe no peito que o leite desce. Só que não é bem assim”, declarou. “A amamentação na nossa espécie é biologicamente determinada, porém também socioculturalmente condicionada. O meio em que essa mulher vive, as condições de vida e de trabalho que ela tem são determinantes na opção de continuar amamentando ou não”, completou.

Legislação
O deputado Diego Garcia (Pode-PR), que pediu a realização do debate sobre a Semana Mundial da Amamentação, afirmou que uma legislação mais eficiente pode ajudar a ampliar a amamentação e a combater a mortalidade infantil.

Projeto de autoria de dele, já transformado em lei (13.436/17), assegura que as mães recebam orientação sobre o aleitamento nos hospitais, logo após o parto, antes de receberem alta.

Reportagem – Monica Thaty
Edição – Marcelo Oliveira

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