07/06/2018 - 07h56

Audiência discute diagnóstico e tratamento da doença de Parkinson

As comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Seguridade Social e Família discutem nesta manhã a dificuldade de diagnóstico precoce da doença de Parkinson.

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Estima-se que existam no Brasil 200 mil portadores de Parkinson, mas as deputadas afirmam que é reviso rever esses dados

“Tendo em vista o subdiagnóstico da doença de Parkinson nas redes pública e privada, em especial dos casos precoces da doença, acaba ocorrendo o atraso do início do tratamento adequado, ocasionando sério prejuízo ao portador”, afirmam as deputadas Soraya Santos (PR-RJ), Carmem Zanotto (PPS-SC) e Mara Gabrilli (PSDB-SP), no requerimento que pediu a realização do debate.

Segundo as parlamentares, o desconhecimento sobre os sintomas da doença, além do tremor, leva a situações diárias de constrangimento, humilhação, vergonha e até assédio.

As deputadas afirmam ainda que é preciso rever os critérios dos programas de farmácia popular, pois atualmente, o portador de Parkinson menor de 51 anos não consegue comprar o principal medicamento adotado no tratamento dos sintomas (Prolopa). Esse remédio, segundo elas, é o mesmo utilizado há décadas.

O Parkinson

A doença de Parkinson é neurodegenerativa e, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), acomete 1% da população mundial, com idade superior a 65 anos. No Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas tenham a doença.

Os sintomas mais comuns da doença são motores, como tremor e rigidez muscular. Entretanto, manifestações não motoras também podem ocorrer, como comprometimento da memória e distúrbios do sistema nervoso autônomo.

Debatedores
Foram convidados para participar da discussão, entre outros:
- o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa da Silva Júnior;
- o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo; e
- a coordenadora do projeto Vibrar com Parkinson, Danielle Lanzer.

Confira a lista completa de convidados.

Participação popular
O seminário será realizado a partir das 9h30, no plenário 13. Os interessados poderão participar enviando perguntas, críticas e sugestões para o portal e-Democracia, no banner abaixo.

Da Redação – ND

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