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19/04/2018 - 15h32 Atualizado em 03/05/2018 - 15h16

Educação aprova exame obrigatório de revalidação de diploma para médicos formados no exterior

Atualmente, o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida) não é obrigatório e é regulamentado por portaria interministerial

A Comissão de Educação aprovou o Projeto de Lei 4067/15, do Senado, que institui o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida). O objetivo do exame é “verificar a aquisição de conhecimentos, habilidades e competências para o adequado exercício profissional no Sistema Único de Saúde (SUS) em nível equivalente ao exigido dos médicos formados no Brasil”. 

Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Audiência Pública. Dep. Lelo Coimbra (PMDB - ES)
Lelo Coimbra, relator: Revalida deve proporcionar agilidade, confiabilidade e eficácia nos processos de revalidação de diplomas médicos no País

Atualmente, o exame é regulamentado por portaria interministerial de 2011, dos ministérios da Educação e da Saúde, e não é obrigatório. Hoje, a revalidação de diploma de médico pode ser feita por meio de dois procedimentos: ou pelo Revalida ou por procedimento ordinário de revalidação de diploma conduzido por universidades públicas brasileiras que ministrem curso de graduação reconhecido na mesma área. O projeto cria uma lei específica para tratar do Revalida e o torna obrigatório.

Papel das universidades
Apresentado pelo ex-senador Paulo Davim, o texto determina que o Revalida será implementado pela União, com colaboração das universidades públicas e do Conselho Federal de Medicina. A universidade interessada em participar do exame deverá firmar termo de adesão com a União e deverá adotar as providências necessárias à revalidação dos diplomas dos candidatos aprovados. O Ministério da Educação deverá realizar o exame, o qual poderá conter duas etapas, no primeiro trimestre de cada ano, por provocação dos interessados.

O parecer do relator na Comissão de Educação, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), foi favorável à proposta e a uma das emendas aprovadas pela Comissão de Seguridade Social e Família. A emenda retira trecho que estabelecia que o Revalida seria instituído com o fim de subsidiar os procedimentos já conduzidos pelas universidades públicas para revalidação de diplomas obtidos no exterior.

“O Revalida é um exame elaborado por reconhecidos especialistas em avaliação da educação médica, que visa a proporcionar agilidade, confiabilidade e eficácia nos processos de revalidação de diplomas médicos País”, disse Coimbra.

Médicos cubanos
Durante a discussão da matéria na comissão, o deputado Glauber Braga (PSol-RJ) perguntou sobre a possibilidade de os médicos estrangeiros continuarem atuando no Brasil sem fazer o Revalida, por meio de convênio específico entre governos, tal qual ocorreu com os médicos cubanos no Programa Mais Médicos.

O relator esclareceu que convênios desse tipo poderão continuar a ser celebrados. O deputado Mandetta (DEM-MS) observou, no entanto, que os médicos estrangeiros que atuam no Brasil a partir desse tipo de convênio só podem exercer atividades na unidade de saúde onde estão lotados. “Ele é um médico parcial”, disse.

Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Lara Haje
Edição - Geórgia Moraes

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Comentários

José Ramón Lanz Luces | 17/08/2018 - 11h40
Para aqueles que comentam"Parabéns! Não existe país sério em que não seja obrigatória a revalidação de diplomas!" diria depende do caso,tenho 20 anos no pais, há 10 anos com CRM provisório, no intervalo,doutorado, pós-doutorado (USP), dois capítulos de livros e um livro publicado na área de medicina (inédito tema), Phi, el aureo en la medicina, novel o tema, artigos em varias áreas da medicina e ainda aguardando por via Judicial, será que não interessa convalidar o Governo devido a Convenios internacionais com caráter de LEI.....
Elton Vieira | 14/08/2018 - 10h11
Revalidar é preciso, mais é um processo muito demorado nobres deputados, a saúde está de mal a pior, existe um déficit absurdo e o programa mais médicos é um bom caminho para suprir esse déficit. E vcs precisam entender q deve-se cobrar permanência no programa mais médicos, com isso evitaria a rotatividade, e no final dos 3 anos de contrato proporcionar ao médico brasileiro formado no exterior o CRM, pois se o programa mais médicos paga uma bolsa ao médico sem CRM, pq pagar para complementar em faculdades privadas!? Devemos sim receber esse valor como bolsa pois somos médicos e não + alunos.
Elton Vieira | 14/08/2018 - 09h58
Concordo com a revalidação, o que não concordo é com essa feira da complementação que as universidades federais promovem, pois favorecem apenas os interesses privados, não entendo começar um processo de revalidação em universidade pública e ter q pagar pra uma universidade privada valores absurdos, onde a responsabilidade ainda é da universidade federal, pois o título sairá pela universidade pública. E mais, sou médico e não serei tratado como tal, voltando a ser interno e pagando pra atender em hospitais universitários. Coerente esse sistema não? Os donos de universidades estão rindo atoa.