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24/11/2017 - 13h20

Comissão aprova um dia de folga por ano para servidoras fazerem exame preventivo de câncer ginecológico

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Seminário Desafios para a Reindustrialização Nacional . Dep.	Flávia Morais(PDT - GO)
Morais: Investir na prevenção de doenças promove economia para os cofres públicos com tratamento de doenças

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprovou o Projeto de Lei 654/11, do deputado Ricardo Izar (PP-SP), que prevê um dia de folga por ano para as servidoras públicas federais realizarem exame preventivo de câncer ginecológico.

A proposta também prevê que o ingresso da mulher no serviço público federal seja precedido do exame preventivo.

O parecer da relatora, deputada Flávia Morais (PDT-GO), foi favorável à proposta. “Apesar das advertências de importantes organizações médicas, diversas mulheres deixam de fazer um exame ginecológico anual, o que acaba ocasionando a morte de milhares de mulheres todos os anos, pois muitas delas acreditam que somente necessitam ir ao médico quando há sintomas de doenças”, disse.

A parlamentar ressalta que muitas vezes os problemas são encontrados justamente por meio da realização desse exame anual preventivo.

Ela cita ainda dados do Atlas de Mortalidade por Câncer no Brasil, publicada pelo Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (Inca), segundo os quais o número de mortes relacionadas ao câncer do colo uterino aumentou em 28,6% nos últimos dez anos.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Lara Haje
Edição - Marcia Becker

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Comentários

carlos costa | 27/11/2017 - 09h32
Ora Rosângela, as pobrezinhas trabalham muito, tem metas a cumprir e ganham pouco, nada mais justo que mais um dia de folga dentre tantos outros. Imaginem um feriadão da quarta-feira, irão marcar o exame na quinta e a semana acabou. Sem contar que ainda podem marcar esse exame pelo menos 10 vezes uma vez que o médico deverá faltar umas 9. Ahh ia esquecendo, a aposentadoria delas também será mais cedo devido a estressante carga horária do trabalho. Eita brasilzão das desigualdades
Rosângela Barbosa Gomes | 25/11/2017 - 00h36
Discordo totalmente! Que absurdo é este? Quer dizer que nós contribuintes vamos pagar um dia de folga para que as servidoras possam "realizar exame ginecológico"? Um exame que não dura sequer 30 (trinta) minutos e terão o resto do dia para passear no shopping, ir a praia, etc? Literalmente, é "muita folga" querer dar um dia de folga para isso. Podem perfeitamente agendar seus exames e depois de feito, retornarem ao trabalho como toda e qualquer mulher "normal" do setor privado faz. São diferentes em quê as servidoras? São ETs? Depois ainda dizem que estão cortando privilégios... Onde mesmo?