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04/07/2017 - 14h49

Conselho de Medicina defende que consulta seja retirada dos planos e paga pelo paciente

Já representantes de hospitais e da agência reguladora do setor querem mudanças na legislação para garantir pagamento a prestadores de serviço e atendimento ao usuário no caso de falência do plano

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a Lei nº 9656/98, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde. Representante do Conselho Federal de Medicina (CFM), Salomão Rodrigues Filho
Salomão Rodrigues: isso desoneraria os sistema e seria fato de inibição de uso

O representante do Conselho Federal de Medicina (CFM), Salomão Rodrigues Filho, defendeu nesta terça-feira (4) que a consulta médica seja retirada dos planos de saúde, se transformando em prática bancada pelo próprio paciente – ressarcida ou não pelo plano, de acordo com o contrato.

“Isso desoneraria o sistema e seria fato de inibição de uso”, afirmou. A ideia dele é que a medida não valha para as consultas de emergência.

Em audiência pública na Comissão Especial sobre Planos de Saúde, Salomão disse que algumas operadoras têm feito isso, e a redução de gastos é significativa, sem prejuízo do atendimento de emergência. A comissão analisa o Projeto de Lei (PL) 7419/06 e mais 140 propostas apensadas, que alteram a Lei dos Planos de Saúde - 9.656/98.

Ativos garantidores
Já o presidente do Conselho de Administração da Associação Nacional dos Hospitais Privados, Francisco Balestrin, defendeu alteração nas regras dos chamados “ativos garantidores” dos planos de saúde.

Hoje, segundo ele, há exigências de provisões técnicas para as operadoras, que não garantem, porém, o pagamento aos hospitais e prestadores de serviços no caso de falência do plano, por exemplo.

Consumidor prejudicado
O presidente substituto da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Leandro Fonseca, acredita que esse é um ponto importante a ser trabalhado pela comissão, já que o consumidor vem sendo prejudicado, não conseguindo migrar de forma célere para outra operadora no caso de falência.

Conforme ele, a agência tem que dar a possibilidade de ampla defesa para a operadora, e muitas vezes a solução dos problemas, para o beneficiário, leva até seis anos.

Reportagem - Lara Haje
Edição – Newton Araújo

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Comentários

Rosângela Barbosa Gomes | 08/08/2017 - 23h15
O que torna tudo mais caro no setor de planos e seguros saúde é a ganância dos donos das operadoras e seguradoras de seguro saúde que só pensam em ganhar mais e mais em detrimento da qualidade do serviço prestado e da remuneração ao prestador de saúde. Pagamos muito caro e temos cada vez menos opções de estabelecimentos (clínicas e hospitais) com qualidade. Enquanto a inflação oficial é de 5%, a dos planos e seguradoras é de 16%? É uma forma de expulsar os idosos e aposentados do setor privado, principalmente, dos planos.
Deja | 21/07/2017 - 23h29
A ganância é tanta que acabarão por matar a galinha de ovos de ouro
Valeria Calmon Cerisara | 21/07/2017 - 10h37
Enquanto direito constitucional,não deveriamos ter plano de saúde particular.O Estado tem a obrigação de dar a população atendimento digno. O plano de saúde é para ser uma opção a mais para aqueles que tem melhores condições financeiras. O Estado não tem interesse na resolução do SUS, somos levados a manter um plano de saúde particular, abrindo mão de outras possibilidades que melhorariam a nossa condição de cidadão, com prejuízo na manutenção do dia-dia, como alimentação, cultura, esporte, educação entre outros. O SUS funcionar não interessa, quebraria essas os planos de saúde. BINGO!!!!!