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Na Rádio Câmara
Reportagem - Noéli Nobre
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13/10/2014 - 12h54

Combate a doenças evitáveis ainda é desafio no País

Câmara analisa proposta que assegura verba para pesquisa e tratamento de doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica, como malária e Chagas.

Cerca de três mil pessoas morrem por dia, no mundo, vítimas de doenças evitáveis, como a malária, a leishmaniose visceral e a doença de Chagas. Causadas por agentes infecciosos ou parasitas, essas enfermidades atingem principalmente as populações mais pobres.

A Câmara dos Deputados analisa propostas relacionadas ao assunto. Uma delas (PL 6566/13), enviada pelo Senado, aguarda parecer do relator na Comissão de Seguridade Social, deputado Amauri Teixeira (PT-BA). O projeto assegura verba para pesquisa de medicamentos, vacinas e terapias de doenças raras ou negligenciadas pela indústria farmacêutica.

Divulgação
Nilmário Miranda
Nilmário Mirand: doenças evitáveis são relacionadas à pobreza e à falta de educação.

São doenças da pobreza, da falta de saneamento básico e de conhecimento, na visão do médico e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical Carlos Henrique Nery da Costa e do deputado Nilmário Miranda (PT-MG).

As enfermidades em questão não podem, no entanto, ser chamadas de negligenciadas, eles dizem. O Brasil empreende esforços para erradicá-las, o que justifica a preferência do governo em denominá-las evitáveis.

Apesar do esforço brasileiro, referência entre os países em desenvolvimento, o País ainda convive com um número significativo de casos de doenças evitáveis. Em 2013, o Ministério da Saúde registrou 179 mil notificações de malária, por exemplo.

Fortalecer as instituições públicas e unificar a forma de atuação dos governos federal, estaduais e municipais seria um primeiro passo para combater essas doenças, afirma Nery da Costa.

"O que falta hoje é isso: é a gente atender os brasileiros com dignidade e tratar a todos por igual. Não é possível mais que as elites controlem as instituições públicas e tratem as populações a que servem de forma diferenciada", diz o médico.

Já Nilmário Miranda aposta em educação e mais campanhas, inclusive na televisão, para conscientizar a população dos perigos de doenças como hanseníase. A melhoria das condições de vida das pessoas é outro ponto importante, segundo ele.

"Em Minas, 30 anos atrás, Virgem da Lapa era a cidade brasileira campeã de Chagas. Hoje não tem mais. A melhoria na moradia foi fundamental para eliminar o barbeiro, que é hospedeiro da Chagas", conta o parlamentar.

Reportagem - Noéli Nobre
Edição – Daniella Cronemberger

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