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07/12/2016 - 00h26

Câmara aprova proposta de nova lei sobre migração

Entre outras medidas, o texto prevê punição para traficantes de pessoas, anistia aos imigrantes que ingressaram no Brasil até 6 de julho de 2016 e define casos em que estrangeiro será impedido de entrar no País. Projeto substitui o atual Estatuto do Estrangeiro

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Ordem do dia para análise, discussão e votação de diversos projetos. Presidente da Câmara, dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Deputados aprovaram em Plenário projeto que define direitos e deveres do migrante e do visitante no Brasil

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (6), o Projeto de Lei 2516/15, do Senado, que cria a Lei de Migração. A matéria define os direitos e os deveres do migrante e do visitante no Brasil; regula a entrada e a permanência de estrangeiros; e estabelece normas de proteção ao brasileiro no exterior. Devido às mudanças, o texto retorna ao Senado para nova votação.

O texto aprovado, um substitutivo do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), fixa punição para o traficante de pessoas, ao tipificar como crime a ação de quem promove a entrada ilegal de estrangeiros em território nacional ou de brasileiro em país estrangeiro.

A pena prevista é de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. Incorre na mesma pena quem promover a saída de estrangeiro do Brasil para ingressar ilegalmente em outra nação.

A sanção poderá ser aumentada (de um sexto a um terço) se o crime for cometido com violência ou se a vítima for submetida a condições desumanas ou degradantes.

Se virar lei, o projeto vai substituir o atual Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/80), adotado durante o regime militar (1964-1985). Também ficará revogada a Lei da Nacionalidade (818/49).

“A aprovação dessa lei tem um valor adicional, pois se dá em um momento de grave crise humanitária. A comissão especial fez um trabalho vasto e profundo ao longo de meses, ouvindo migrantes e entidades”, afirmou Orlando Silva.

Para a presidente da comissão especial, deputada Bruna Furlan (PSDB-SP), a lei é de caráter humanitário, ao contrário das atuais regras, que têm um caráter “punitivo e discriminatório”. Ela lembrou que a lei tem o objetivo de “proteger as fronteiras e garante direitos e deveres aos migrantes que estão no Brasil”.

Anistia
O substitutivo concede uma anistia na forma de residência permanente aos imigrantes que, se ingressados no Brasil até 6 de julho de 2016, façam o pedido até um ano após o início de vigência da lei, independentemente da situação migratória anterior. Haverá isenção de taxas, mas declarações falsas poderão ensejar sua revogação posterior.

Orlando Silva incluiu, em Plenário, mudanças para proibir a autorização de residência permanente a estrangeiro condenado criminalmente no Brasil ou no exterior por sentença transitada em julgado se o crime estiver tipificado na legislação brasileira.

A exceção será para os condenados por crimes de menor potencial ofensivo; para os reabilitados, em liberdade provisória ou em cumprimento de pena no Brasil; e para os migrantes que vieram fazer tratamento de saúde, aos acolhidos por razões humanitárias, ao ingressado por reunião familiar e aos beneficiados por tratado internacional em matéria de residência ou livre circulação.

Pelo texto, a residência poderá ser negada ainda se a pessoa interessada tiver sido expulsa do Brasil anteriormente, se tiver praticado ato de terrorismo ou estiver respondendo a crime passível de extradição, entre outros pontos.

A autorização de residência terá prioridade para os casos de pesquisa e ensino ou trabalho, com deliberação em prazo máximo de 60 dias, contados do pedido.

Identificação biométrica
De acordo com a proposta, a moradia no Brasil é autorizada para os casos previstos de visto temporário e também para o aprovado em concurso; para beneficiário de refúgio, de asilo ou de proteção ao apátrida; para quem tiver sido vítima de tráfico de pessoas, de trabalho escravo ou de violação de direito agravada por sua condição migratória; a quem já tiver possuído a nacionalidade brasileira e não desejar ou não reunir os requisitos para readquiri-la.

A medida determina que todo imigrante detentor de visto temporário ou de autorização de residência seja identificado por dados biográficos e biométricos.

Repatriação
O único destaque votado nominalmente, do DEM, pretendia retirar dispositivo que lista exceções para os casos de repatriação, como pessoa em situação de refúgio ou apátrida e menores de 18 anos desacompanhados ou separados de suas famílias. O destaque foi rejeitado por 207 votos a 83. O partido argumentou que, da maneira como foi redigido, o texto dificultará a repatriação em diversos casos.

O texto mantido prevê ainda que não haverá repatriação de pessoa para nação ou região que possa apresentar risco à sua vida, segurança ou integridade.

Orlando Silva também fez mudanças no relatório antes da votação para contemplar emenda do PSDB a fim de restringir o pagamento de despesas, pela empresa transportadora, com estada e repatriação de pessoas vindas irregularmente ao Brasil aos casos em que houver dolo ou culpa dela.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Eduardo Piovesan e Noéli Nobre
Edição – Pierre Triboli

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Greice | 27/03/2017 - 09h00
Senhores, é preciso avaliar adequadamente todas as implicações, esta lei é uma forma de proteger o país de criminosos. Precisamos de regras mais rígidas para não transformar o Brasil num país de "ninguém" onde quase tudo é permitido?, perderemos o respeito de vez. Precisamos de pessoas no poder que tenham competência para agir de forma coerente, honesta, responsável e ética a favor do país e não contra ele que é o que está acontecendo em várias esferas hoje. Queremos um país melhor, já recebemos bem os imigrantes de bem.
samu | 15/03/2017 - 09h31
Olhem o que está acontecendo na Europa: O Islã quer dominar o mundo e destruir a fé Critã. Acordem, pois há um movimento bem orquestrado dos mulçumanos para a dominação religiosa mundial e o Brasil não se ateve a isso. Uma vez em bandos no país começam a implantar a agenda islâmica e ai as feministas verão o que é andar com um simples biquine na praia: agressão, xingamentos e outros. É só ver o que está ocorendo na Europa. Xenofobia é diferente de querer o melhor para nosso país e para a religião cristã, pois eles sabem disso( politica do politicamente correto) veja a Europa decaindo.
MARCOS VASCO | 09/02/2017 - 11h24
Absurdo, LEI QUE DESAVALORIZA NOSSAS RAIZES E FE CRISTA, ninguem sera impedido por motivo religioso, mas ha uma definicao do que eh religiao??? ha cristaos explodindo e matando, na atualidade? logico que nao, mas falar dos islamicos seria islamofobia??? ISSO enquanto eles explodem.ELES NAO ACEITAM OS GAYS, OS UMBANDISTAS, DESPREZAM SOCIEDADES EM PROL DA LEI DELES.ENTRAM NO PAIS E PASSA A SER TERRA CONQUISTADA. Os paises islamicos estao destruidos e eles fogem e nao lutam...o que eles vao trazer de bom???LEIAM O QUE ESTA ACONTECENDO NA EUROPA...
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