Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

28/10/2018 - 19h24 Atualizado em 29/10/2018 - 10h16

Jair Bolsonaro é eleito presidente do Brasil

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi eleito neste domingo (28) presidente do Brasil. Bolsonaro obteve 55,13% dos votos válidos, contra 44,87% dados ao seu adversário, Fernando Haddad (PT). No primeiro turno, ocorrido no último dia 7, Bolsonaro obteve 46,03% dos votos válidos e Haddad 29,28%.

O novo presidente, que vai substituir Michel Temer, toma posse no dia 1º de janeiro de 2019 em solenidade no Congresso Nacional. O vice-presidente eleito é o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB).

Após a confirmação da eleição, Bolsonaro fez pronunciamento em sua residência no Rio de Janeiro, divulgado em rede social, em que citou a Bíblia, criticou a esquerda e disse que governará ao lado da Constituição. Ele também agradeceu aos médicos que cuidaram de sua saúde após o atentando à faca que sofreu em 6 de setembro.

Em São Paulo, Haddad agradeceu seus eleitores e disse que vai defender o pensamento e as liberdades desses brasileiros. Ele prometeu oposição pela democracia, em um momento no qual as "instituições são colocadas à prova a todo instante".

Perfil
Jair Bolsonaro nasceu em 1955 no município paulista de Glicério, mas foi registrado em Campinas (SP). É casado pela terceira vez e tem cinco filhos, dos quais três são políticos – Flávio é deputado estadual pelo Rio e foi eleito senador no último dia 7; Eduardo foi reeleito deputado federal por São Paulo e Carlos é vereador no Rio de Janeiro.

Ouça esta reportagem na Rádio Câmara

Capitão reformado do Exército, Bolsonaro iniciou a trajetória política como vereador no Rio, em 1989. Em 1991, assumiu uma vaga na Câmara dos Deputados e foi reeleito desde então, encontrando-se no sétimo mandato. Nesse período, passou por diversos partidos, até a filiação ao PSL em março deste ano, como parte da estratégia para disputar a Presidência da República.

Esta é a segunda vez, no período republicano, que um deputado federal é eleito presidente da República no curso do mandato. O primeiro foi Jânio Quadros, eleito para o Planalto em 1960, quando era deputado pelo Paraná.

O plano de governo de Bolsonaro propõe uma agenda conservadora nos costumes, com ênfase na segurança pública, e liberal na economia, com promessas de reduzir os gastos públicos.

A campanha eleitoral ficou marcada pelo atentado contra Bolsonaro, que foi esfaqueado na região do abdome pelo ajudante de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira no dia 6 de setembro, durante agenda de campanha em Juiz de Fora (MG). O atentado levou o candidato a passar por duas cirurgias, e uma terceira está marcada para dezembro para restabelecer o trânsito intestinal. No início de outubro, o pedreiro se tornou réu na Justiça pela tentativa de assassinato.

Transição
A partir de agora, o presidente eleito deverá iniciar as negociações para formar o governo e conseguir montar uma base de apoio parlamentar na Câmara dos Deputados e no Senado. Na Câmara, seu partido obteve 52 cadeiras, número que o coloca como segunda força da Casa – atrás apenas do PT, com 56 deputados. A Câmara tem 513 deputados.

Além do trabalho político de costura do novo governo e da maioria parlamentar, Bolsonaro deverá montar uma equipe para fazer a ponte entre o governo que está deixando o Palácio do Planalto e o dele. A Lei 10.609/02 autoriza o candidato eleito a instituir uma equipe de transição, formada por até 50 membros.

A equipe tem o objetivo de se inteirar do funcionamento dos órgãos que compõem a administração pública federal e preparar os atos a serem editados imediatamente após a posse.

O governo Temer já anunciou que o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, será o responsável por centralizar as informações e fazer a interlocução com o novo governo.



Comentários

ELIANE NEIVA SILVA | 02/11/2018 - 07h57
Sr. Presidente eleito Primeiramente desejo-lhe saúde. Gostaria apenas de sugerir, no âmbito da segurança pública, que fosse vasectomisada toda população carcerária. Isto não seria lesão corporal gravíssima pois ela é reversíve, como o senhor próprio o fez. Estes seres humanos estupram e não teem nenhum senso de planejamento familiar. Sou católica "carolinha" e jamais penso em nenhum tipo de tortura ou qualquer que seja ação contra a dignidade humana. Acho que seria um começo. Att. Eliane Neiva Silva
Monica Nayara Pereira Costa | 31/10/2018 - 17h07
Bom será se os verdadeiros políticos, que pensam na Nação Brasilia, não olhem para seus próprios interesses, mas, para o povo brasileiro. Como está escrito na Bíblia Sagrada e, abro aqui um parenteses, o País pode ser laico, mas eu não sou, mas é democrático, por isso falo da Bíblia Sagrada!!! 1 TIMÓTEO 2 1 Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; 2 pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.
Erminio Lima Neto | 29/10/2018 - 14h20
Parabéns ao deputado Jair Bolsonaro. Ele venceu, praticamente, sozinho esta eleição e ainda ajudou centenas a se elegerem. Nenhum dos caciques históricos manifestou apoio a ele, virando as consta para o povo, que tanto falam em defender. Com a devida vênia, é inacreditável, que políticos experientes, e que tenha a bandeira do Brasil como norte, ainda apoiem o PT, o maior responsável pela sua desmoralização. O povo precisa ficar alerta, pois o "sistema" pode minar o presidente eleito, e nos levar, mais uma vez, a uma crise institucional, que,tudo indica, é o que a velha política sonha.