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24/09/2018 - 17h04

Eleições 2018: dados de eleitores e candidatos começam a ser inseridos nas urnas eletrônicas

Sistema de votação eletrônica foi criado há 22 anos. Segundo o TSE, não houve qualquer registro de fraude nas urnas até hoje

Nesta segunda-feira (24), teve início no Distrito Federal e em outras unidades da Federação o processo de lacração das urnas eletrônicas que serão usadas no pleito deste ano. A lacração é o momento em que as urnas são abastecidas com os dados dos eleitores e dos candidatos, a fim de possibilitar a votação.

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O secretário de tecnologia do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), Ricardo Negrão, informa que é feito um relatório sobre o processo ao final de cada dia, com registro em ata. “Além disso, é realizada auditoria em uma urna eletrônica sorteada pelo juiz da zona eleitoral para verificamos se todos os dados estão íntegros e se não há nenhum problema.”

No próximo dia 7 de outubro, os eleitores escolherão seus representantes em 556 mil urnas eletrônicas distribuídas em todo o País, em mais de 480 mil seções eleitorais instaladas em 95 mil locais de votação.

Para que seu funcionamento seja seguro, as urnas contam com 120 conjuntos de programas e 15 milhões de linhas de programação.

O eleitor não poderá utilizar telefone celular e máquina fotográfica na cabina de votação.

Assinatura digital
Em 6 de setembro, os programas que serão usados nas urnas eletrônicos foram assinados, por meio de certificação digital, pela ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); pelo vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques; e pelo perito criminal da Polícia Federal Marcelo Silva.

A assinatura digital assegura que o programa de computador não foi modificado de forma intencional ou não perdeu suas características originais por falha na gravação ou leitura. Isso significa que, se a assinatura digital for válida, o arquivo não foi modificado.

A assinatura digital também é utilizada para assegurar a autenticidade do programa, ou seja, confirmar que o programa tem origem oficial e foi gerado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Além da assinatura digital, foram calculados os resumos digitais (hashes criptográficos dos programas) que foram guardados pelo TSE para que fossem distribuídos aos tribunais regionais eleitorais.

Neste ano, as urnas eletrônicas serão utilizadas pela décima segunda vez consecutiva. O sistema foi criado há 22 anos e, de acordo com os registros do TSE, nenhuma fiscalização conseguiu verificar qualquer fraude nas urnas até hoje.

Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Marcelo Oliveira

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Comentários

Dúvidas | 25/09/2018 - 09h56
Durante evento de cibersegurança em São Paulo (19 de Setembro 2018), Rodrigo Coimbra, chefe da seção de voto informatizado, deixou algumas questões: 1) Conforme PROMETIDO, quando o TSE vai disponibilizar o código-fonte das urnas eletrônicas na INTERNET? 2) Os mecanismos de SEGURANÇA das urnas estão FUNCIONANDO corretamente? Pois os experimentos realizados nos testes públicos da urna em 2017, mostraram que não. 3) Questionado pelo professor Aranha, os técnicos da Justiça Eleitoral ainda CONTINUAM tendo ACESSO FACILITADO à chave criptográfica?
Ítalo Campêlo de Almeida | 24/09/2018 - 19h09
Com todo o respeito ao posicionamento do TSE, é notório que não há certeza sobre a autenticidade do voto se apenas algumas urnas serão auditadas durante as eleições de outubro deste ano. O voto impresso é adotado em vários países do mundo com democracia consolidada há mais tempo do que o Brasil e é considerado uma revolução na redução dos riscos de fraude em pleitos eleitorais por possibilitar uma segunda auditoria das urnas, a qual feita fora do sistema eletrônico de votação, que pode ser hackeado.
Maria Luiza Rodrigues Rabelo | 24/09/2018 - 18h58
O problema não está na URNA em si, mas quando forem compilar os resultados, na unificação dos votos. É nesta hora que podemos ficar cientes de quão frágil é o sistema de informática no Brasil. Se é um bom recurso porque países como Japão, Alemanha, Estados Unidos, não o utilizam? Sem falar que esses países de primeiro mundo são os detentores da verdadeira tecnologia de informação, dos quais o Brasil tem que comprar os equipamentos, senão nada funcionaria aqui. Como bancos, emissoras de TV e rádio, etc. Basta verificarmos as marcas Sony, Samsung só para citar algumas, para comprovarmos isto.