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20/08/2018 - 14h41 Atualizado em 20/08/2018 - 16h34

2018 terá a eleição mais acirrada para a Câmara dos Deputados

A maioria dos candidatos é homem, branco, casado e com ensino superior

As estatísticas da Justiça Eleitoral mostram que o número de candidatos à Câmara dos Deputados é continuamente crescente nos últimos anos. 2018 terá a eleição mais acirrada: caso todos sejam considerados aptos a concorrer, haverá em média 16 candidatos para cada uma das 513 vagas de deputado federal.

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Essa concorrência varia de acordo com a quantidade de candidatos registrados em cada estado e de cadeiras na Câmara a que esse estado tem direito – que pode variar de 8 a 70. Levando-se essas variáveis em conta, no Rio de Janeiro, por exemplo, há 23,8 candidatos a deputado federal por vaga. Já no Pará, essa proporção é de 8,35. (Veja quadro abaixo)

Psol (6,4%), PSL (5,7%), Avante (4,2%), Patriotas (4,2%), PT (4,6) e MDB (4%) são os partidos que mais lançaram candidatos.

O número total de candidatos às vagas para os oito cargos eletivos (Presidência da República e vice, governador e vice, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas, além das duas vagas para o Senado) chega a mais de 27 mil em 2018. Só para a Câmara dos Deputados, são mais de 8 mil.

Gênero e raça
Assim como em 2014, as mulheres correspondem a pouco mais de 31% das candidaturas. O perfil predominante é de homens (68%), brancos (57%), casados (54%) e com curso superior completo (54%).

Cerca de 30% dos candidatos à Câmara dos Deputados têm idades entre 45 e 54 anos.

Entre as profissões ou ocupações dos candidatos a deputado federal, as mais citadas são empresário (10,2%), advogado (7,8%) e deputado (4,8%), incluindo tanto aqueles que hoje estão nas assembleias legislativas quanto os que buscam a reeleição para a Câmara.

Outras ocupações dos candidatos são as de vereador (3,2%), professor de ensino médio (3,1%), aposentado (2,8%), médico (2,8%), comerciante (2,8%), administrador (2,5%), servidor público federal (2,3%) e policial militar (2%).

Em busca da proximidade
Para o analista político Thiago Vidal, todos os candidatos terão o desafio de estreitar os laços com os eleitores até o dia da votação, em 7 de outubro.

"É uma quantidade alta de candidatos. O problema é que, em geral, eles estão distantes da população e do eleitorado especificamente. No Brasil, estados como São Paulo e Goiás, onde o candidato tem que fazer campanha por todo o estado, equivalem a uma campanha presidencial em muitos países. Criar um vínculo na campanha com o eleitor é o grande problema", diz.

Impugnações
O Tribunal Superior Eleitoral tem até 17 de setembro para decidir sobre eventuais impugnações de candidaturas com base na Lei da Ficha Limpa e em outras regras da legislação eleitoral. 

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Ana Chalub

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Comentários

kelly da silva gomes | 22/08/2018 - 12h02
Como contador hoje fiquei comovido ao ver uma empresária com 18 anos de atividades ir as lágrimas por não conseguir ir adiante. E não foi por má administração ou incompetência dela, MAS PELA INCOMPETÊNCIA DOS POLÍTICOS que não estão nem ai para o que está acontecendo na economia do País nos últimos 3 anos. Me dá nojo quando entro nesse site e vejo a preocupação de vocês com muitas "coisinhas" somente pra tentarem mostrar que estão fazendo alguma coisa com seus polpudos subsídios e a população levando uma banana. Ainda bem que vislumbramos luz no fundo do túnel com mudança radical em outubro.