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28/05/2018 - 20h51 Atualizado em 28/05/2018 - 21h16

Rodrigo Maia defende regulamentação do transporte de cargas e reforma tributária

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara, dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ) concede entrevista
Maia: “O diálogo deve continuar mesmo depois do acordo [com os caminhoneiros]"

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que o projeto que regulamenta o transporte de cargas (PL 4860/16) poderá votado nesta terça-feira (29). A intenção é discutir a proposta após a comissão geral que vai debater o preço dos combustíveis no País, marcada para amanhã, às 9h05.

Rodrigo Maia também disse que vai se reunir nesta terça-feira com o relator da reforma tributária, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), para priorizar o andamento da matéria. Por se tratar de proposta de emenda à Constituição, não será possível votar o texto em Plenário enquanto durar a intervenção militar na segurança do Rio de Janeiro, mas Maia disse que é possível aprovar um texto na comissão especial.

O presidente da Câmara afirmou ainda que, ao lado da reforma tributária, é preciso discutir uma reforma administrativa que reformule o tamanho do Estado.

Combustíveis
Maia criticou o aumento de PIS e Cofins sobre os combustíveis feito no passado e disse que esses tributos deveriam ser regulatórios, ou seja, um mecanismo para diminuir o preço dos combustíveis. Ele lembrou que as alíquotas foram reajustadas em dobro no ano passado.

“O Brasil saiu da recessão, os brasileiros ainda não. Qualquer aumento de carga tributária como essa, que em 12 meses vai representar R$ 20 bilhões, precisa ser bem pensada. A questão fiscal é importante, mas a vida das pessoas precisa ter um peso maior. Quando você tira R$ 20 bilhões da sociedade, está gerando mais dificuldade para as pessoas pagarem as suas contas”, disse o presidente da Câmara.

Impacto fiscal
Rodrigo Maia minimizou a polêmica sobre o erro do impacto fiscal da isenção de PIS e Cofins, segundo projeto aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada (PL 8456/17). Para ele, a decisão do governo federal de zerar a alíquota sobre o óleo diesel demonstra que os deputados estavam no caminho certo.

“Eu tenho certeza de que, independentemente do cálculo, era o caminho correto. Tanto que, de alguma forma, o governo acabou atendendo o que a Câmara dos Deputados decidiu. Sem vitoriosos nem derrotados”, declarou Maia.

O parlamentar disse esperar que o movimento grevista se desmobilize e que os estoques sejam restaurados em todo o País. “O diálogo deve continuar mesmo depois do acordo. Não podemos deixar que essa crise continue se estendendo porque ela vai deixar danos para todos, já que pode haver aumento da inflação e do desemprego”, afirmou.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

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Comentários

Laura Renosto | 30/05/2018 - 13h07
A Reforma tributária é uma urgência. O povo merece e o político tem o dever de fazê-la. O movimento dos caminhoneiros veio mostrar a todos que unidos somos mais fortes e que a classe política corre risco.Outubro está chegando. O povo acordou e está vigilante. A hora é esta. Politicos: comecem a reforma e sejam coerentes. Eliminem gastos. O salário que recebem é suficiente para as despesas que vcs tem. Chega de auxílio " pra tudo" Sejam realmente representantes do povo. RESPEITEM quem escolheu vcs. Sou brasileira, sou cidadã, sou mãe. Quero um país melhor para meus filhos.
kelly da silva gomes | 29/05/2018 - 16h25
agora quer tirar proveito da situação e fala em Reforma Tributária. Quanto tempo faz que esta coisa está ai pra ser pautada? E nós, empresários e pagadores de impostos, estamos aqui, aguardando essa matéria ser decidida e vcs não estão nem ai pra coisa. Quero ser um mico se eu reeleger alguém na próxima eleição. Esse congresso não nos representa.
Fora Pedro Parente | 29/05/2018 - 11h16
A gestão de Parente piorou a asfixia do etanol: a Petrobras não quer que combustível limpo, renovável e nacional concorra com a gasolina. Câmara vote a urgência do projeto que suspende a resolução 43/09 da ANP.