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01/03/2018 - 16h43

Projetos sobre segurança e economia são prioridades do governo em 2018, diz líder da Maioria

A votação de projetos relacionados à economia e à segurança pública será a prioridade da bancada governista neste ano, segundo informa o líder da Maioria, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES).

Arquivo/ Gustavo Lima
Lelo Coimbra
Lelo Coimbra: é importante fortalecer a presença do governo federal na segurança dos estados

Ele ressalta a importância de temas como a reforma tributária, com ênfase na simplificação da cobrança de impostos, e a garantia de segurança jurídica para embasar ações do governo federal na segurança pública dos estados, a exemplo do que aconteceu no caso da intervenção federal no Rio de Janeiro.

Filiado ao PMDB desde 2005, Lelo Coimbra está em seu terceiro mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Nascido em Vitória (ES), ele é médico sanitarista, tem 63 anos e já foi deputado estadual e vice-governador do Espírito Santo, além de diretor do Sindicato dos Médicos do estado.

Leia abaixo a entrevista concedida pelo líder à Agência Câmara:

Qual é a prioridade da bancada do governo neste ano?
Primeiro, fortalecer as medidas que envolvem a economia, por exemplo, a reforma tributária, dentro do texto do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que é um modelo de simplificação. Temos também a questão da reoneração, que é trazer de volta à tributação alguns setores que ficaram excluídos. Os temas econômicos são de fundamental importância.

E quanto à questão da segurança pública?
É um assunto que já estava pautado em projetos em tramitação na Câmara e que se fortaleceu, e muito, com o processo de intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro. São necessários instrumentos legislativos de proteção e de segurança jurídica para que essa ação seja bem coordenada. Entendemos que fortalecer a presença do governo federal na segurança dos estados é muito relevante.

A segurança pública estadual era de responsabilidade das polícias civil e militar, e agora é trazida à baila uma ação objetiva do governo federal junto a um estado (Rio de Janeiro) – ao mesmo tempo, soma-se a isso a criação do Ministério da Segurança Pública. Aí sim, o governo federal entra com os dois pés na corresponsabilidade com os estados.

Temos então, aqui na Câmara, de dar sustentabilidade e calçar as propostas que envolvem a economia e a segurança.

Já que estamos em um ano eleitoral e há pouco tempo para as votações, quais serão as prioridades específicas dentro desses temas que o senhor destacou?
Temos quatro meses importantes a partir de agora. A lista dos 15 projetos que serão votados prioritariamente foi fruto de uma decisão conjunta dos presidentes da Câmara e do Senado, dos principais ministros da área econômica e da Casa Civil, com o presidente da República. Todos esses projetos são relevantes e precisamos vencê-los, debatê-los. Temos a reforma tributária, a privatização da Eletrobras (PL 9463/18) e a reoneração, que são importantíssimas e permitirão que o governo fortaleça a economia neste ano e com vistas a 2019.

Confira entrevista com outros líderes

Íntegra da proposta:

Reportagem – João Pitella Junior
Edição – Marcelo Oliveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Adriane Silva | 01/03/2018 - 22h32
Por que até hoje não foi criado um banco genético ou pelo menos um mapeamento biométrico básico da população brasileira? (Não precisamos copiar os Estados Unidos que tem banco genético há décadas, mas poderíamos pelo menos copiar a Índia que fez escaneamento de íris e das digitais de seus cidadãos). Por que não foi instituído um número de registro nacional?( O cidadão comete vários crimes em um estado, migra para outro, consegue um RG falso e cria identidade de cidadão de bem em outra região.E por que é negado as empresas solicitar exame toxicológico de seus candidatos?
Cris Agneli | 01/03/2018 - 18h48
...enquanto 80%,perdem-se em papelada interna, burocratica,ganhando direito de promoçoes, sem exercer a atividade policial de prevenção,realizando serviços assemelhados de empresas quaisquer, de secretária, administrativo, consumindo MUITO devido seu posto. Isso torna as fiscalizações prejudicadas, o que encoraja os criminosos em areas urbanas a furtar veiculos e residencias,roubar trabalhadores e seus bens móveis, procurados pela justiça andando a vontade com seus itens ilegais. Existe sim, uma estrutura dispensavel em Nível Estadual,que deveria ser espelhada às carreiras de nível Federal.
Cristian Rother Agnelli | 01/03/2018 - 18h25
A estrutura das SSP's estão longe de ter efetividade. O quadro existente vem dificultando resultados, devido a atividade fim não ser exercida. Vemos que a POLICIA FEDERAL, chefiadas por operadores do Direito em Nível Nacional, tem obtido excelentes resultados com apoio total aos Investigadores Federais(agentes)no campo da Inteligencia Policial (Igual ao Federal Bureau Investigation), não muito longe, os valorosos Patrulheiros da PRF, com indices insuperáveis. Temos que copiar este modelo, á nivel Estadual. As Policias Militares tem em apenas 20% operacional,"carregando um piano pesado"... cont