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01/03/2018 - 15h12

Líder do PSB, Júlio Delgado defende que votações se concentrem no tema da segurança pública

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Reunião Ordinária. Dep. Julio Delgado (PSB-MG)
Para Júlio Delgado, líder do PSB, a intervenção no Rio de Janeiro, a Copa do Mundo e as eleições irão reduzir a possibilidade de votações em 2018

Reconduzido à liderança do PSB em 2018, o deputado Júlio Delgado (MG) avalia que a Câmara dos Deputados precisará agir rápido e se concentrar na pauta de segurança pública no primeiro semestre.

Na opinião de Delgado, a Copa do Mundo da Fifa, em julho, a eleição presidencial, em outubro, e a intervenção federal no Rio de Janeiro até dezembro são fatores que limitam o trabalho dos parlamentares neste ano.

Júlio Delgado é advogado, filiou-se ao PSB em 2005, vindo do PPS, e está no quinto mandato de deputado federal. Ele vai liderar uma bancada de 32 deputados.

Leia abaixo a entrevista concedida pelo novo líder à Agência Câmara.

Quais as prioridades da sua bancada para este ano aqui na Câmara?
Nós queremos votar projetos de segurança pública que estavam na pauta e que foram retirados no final do ano passado. Agora, pela emergência, é responsabilidade do Congresso e, principalmente, da Câmara dos Deputados atender essa pauta. Foi criada uma comissão especial para levantar todos os projetos [dessa área], para que a gente possa afunilar e votar todos esses projetos em uma ou duas semanas, o mais rapidamente possível. E essa seria a pauta, porque nós não queremos votar a privatização de Eletrobras. Vamos trabalhar duramente para tentar obstruir essa votação. E com a intervenção decretada no Rio de Janeiro, a gente não podendo votar PEC, a gente fica muito limitado. Então defendemos que se possa trabalhar os projetos de segurança o mais rapidamente possível e instalar as comissões permanentes, que é o que fazem a Casa funcionar.

Em ano de eleição, quais as expectativas?
É muito complicado, a gente sabe que, com intervenção, ano eleitoral, se nós não tivermos a instalação das comissões a gente fica paralisado. Estamos aqui patinando para começar o trabalho, sabendo que em julho paralisa tudo em função das eleições e que em junho tem Copa do Mundo. Se a gente não conseguir rapidamente reagir nas pautas de segurança e trabalharmos em cima daquilo que é de interesse da sociedade por meio das comissões, a gente vai poder dar pouca resposta àquilo que a sociedade espera de um Parlamento.

Com a intervenção no estado do Rio de Janeiro, como ficam as propostas de emendas à Constituição, como a PEC da Reforma da Previdência?
A PEC da Previdência está enterrada, para nossa alegria. Sabendo que ela não será votada, eu espero que ela seja uma pauta das eleições. Cada candidatura, cada proposta, vai ser levada para o eleitor, para o cidadão, que vai ter condição de analisar. A que for vencedora nas eleições, vai poder ser implementada no ano seguinte, uma vez que, a gente sabe, que essa questão da intervenção durará durante todo o ano, impedindo a votação de qualquer proposta de emenda constitucional.

Confira entrevistas com outros líderes

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra

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Comentários

Adriano | 06/03/2018 - 19h33
O serviço do Estado é caro, ineficiente e ruim. Entreguem a segurança pública à iniciativa privada com livre concorrência.
Robson | 02/03/2018 - 09h23
Sim, nobre deputado, estava na pauta: "Aumentar o tempo de cumprimento de pena em regime fechado para condenado por crime hediondo". E ainda acrescento: "Obrigatoriedade de PARLATÓRIO nos presídios" , além de "Ajustar a Lei contra o terrorismo, quanto as expressões vagas, de conceitos abertos e indeterminados e, melhor adequação dos núcleos dos tipos penais".
Robson | 02/03/2018 - 09h22
Não devemos esquecer que o pilar dos projetos de segurança é: considerar crime federal o tráfico de drogas e armas."