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28/02/2018 - 20h36

Líder do PCdoB quer reforçar oposição ao governo Temer e assegurar direitos sociais

O novo líder do PCdoB, deputado Orlando Silva (SP), quer reforçar a oposição do partido ao governo Temer. O parlamentar se diz contrário, por exemplo, às medidas de combate à violência adotadas pelo Executivo, que, em sua opinião, desencadearam o aumento da repressão no País.

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Dep. Orlando Silva (PCdoB - SP) concede entrevista
Orlando Silva: PCdoB apoiará medidas que permitam maior equilíbrio nas contas de estados e municípios

Ele destaca a importância da garantia de direitos, além da urgência em se criar um sistema nacional de segurança para coordenar as operações entre estados e municípios.

Nascido em Salvador (BA), Orlando Silva está em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Ele foi ministro do Esporte durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2006 e 2011. O parlamentar substitui a deputada Alice Portugal (BA) na liderança do PCdoB.

Leia abaixo a entrevista concedida pelo novo líder à Agência Câmara.

Quais são os desafios da liderança do PCdoB?
A minha tarefa central é fortalecer a oposição ao governo Temer, que, na nossa avaliação, tem atuado na desconstrução nacional, na perda da soberania e na liquidação de ferramentas importantes para a retomada do crescimento econômico.

É um governo que quer privatizar empresas estratégicas, como a Eletrobras, e tem cortado recursos para a área social com o teto de gastos públicos.

Ao mesmo tempo, apostamos que o Legislativo tem um papel importante, e que o PCdoB vai dialogar com outros partidos em busca da construção de uma agenda ativa para definir medidas que levem à retomada do crescimento e à garantia de direitos.

Quais propostas são consideradas prioritárias pela legenda?
Na verdade, temos de impedir que mais retrocessos aconteçam. Interessa ao PCdoB discutir medidas para retomar o crescimento econômico, com a participação do Estado estimulando o setor privado para gerar emprego e renda.

Também apoiamos medidas que permitam maior equilíbrio das contas dos municípios e dos estados. Os municípios vivem uma situação muito difícil, e o Congresso deve votar propostas que facilitem a gestão das prefeituras e dos governos estaduais.

Segurança pública é importante, mas isso não pode ser feito com o aumento da repressão, modificando o Código Penal. É necessário pensar a matéria de modo amplo, como um sistema nacional de segurança pública e financiamento para estados e municípios, além de garantir direitos.

Em sua opinião, o fato de 2018 ser um ano eleitoral vai atrasar as discussões no Congresso?
O ano eleitoral é o momento de nós dobrarmos a carga de trabalho. Para tanto, reivindicamos a instalação rápida das comissões para que possamos aproveitarmos o tempo. Creio que a população está muito atenta ao Parlamento.

Confira entrevistas com outros líderes

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Marcelo Oliveira

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