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22/02/2018 - 11h35

Segurança pública e combate aos supersalários estão entre as prioridades do PT para 2018

O novo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), afirmou que a prioridade do partido para 2018 é combater a agenda “neoliberal” proposta pelo governo Michel Temer e derrotar definitivamente a reforma da Previdência.

Gilmar Félix
Sessão Extraordinária - Deputado Paulo Pimenta - PT / RS
Pimenta: “Vamos trabalhar para derrotar todas as medidas que sejam apresentadas por esse governo”

Pimenta, que substituiu o deputado Carlos Zaratinni (SP) na liderança da legenda, anunciou ainda que o partido vai trabalhar pela aprovação de dois projetos: o que acaba com supersalários no poder público (PL 6726/16) e o que regulamenta o crime de abuso de autoridade praticado por membros do Ministério Público e da polícia (PL 7596/17).

Segundo ele, o PT também quer aprovar propostas ligadas à segurança pública, como as que propõem a reestruturação das polícias e o aumento do controle das fronteiras.

Jornalista, Pimenta, 52 anos, filiado ao PT desde 1985, está em seu quarto mandato de deputado federal.

Leia abaixo a entrevista concedida pelo novo líder à Agência Câmara.

Qual a prioridade da bancada para este ano?
Nossa prioridade é derrotar a tentativa de destruição da Previdência pública no Brasil. Nós tivemos uma vitória importante, momentânea, em que o governo reconhece que não tem os votos. Isso é fruto da mobilização social e do combate aqui dentro do Parlamento.

Em segundo lugar, nós vamos nos mobilizar contra essa agenda neoliberal. O governo agora quer trocar a Previdência por um conjunto de medidas para favorecer os bancos, entre elas a questão da autonomia do Banco Central, que é um atentado à soberania, e a agenda das privatizações, em especial da Eletrobras.

E quais propostas o PT pretende aprovar neste ano?
Há três matérias que temos interesse em aprovar. Nós queremos aprovar a questão relativa ao teto salarial. Precisamos enfrentar os privilégios dos grandes salários, de R$ 200 mil, R$ 300 mil, R$ 500 mil, que contrariam totalmente o que dispõe a Constituição.

A segunda questão é o abuso de poder. Não é razoável que no Brasil exista um conjunto de categorias que estejam acima da lei. Ter uma lei que garanta o controle da sociedade sobre os excessos da atividade de qualquer categoria é importante.

Em terceiro lugar, queremos aprovar uma pauta propositiva para a segurança pública. Precisamos criar as condições para que as polícias recebam um salário justo, que se estruture as polícias, que se tenha uma política eficiente de controle das fronteiras, de combate a entrada de armas e drogas do País.

Qual sua expectativa em relação a aprovação de reformas neste ano, considerando que teremos eleição no segundo semestre?
Vamos trabalhar para derrotar todas as medidas que sejam apresentadas por esse governo e que tenham por objetivo reduzir a democracia, atentar contra a soberania nacional e retirar direitos de trabalhadores. Esse governo é ilegítimo, odiado pela população e, portanto, qualquer proposta que venha desse governo não traz nada de bom para o Brasil. E nós vamos trabalhar para rejeitar.

Em relação à pauta econômica, o que o senhor acha que deve ser aprovado neste ano?

Acho que não deve ser aprovada nenhuma dessas medidas [sugeridas pelo Executivo], porque todas elas são contra os interesses do País. Autonomia do Banco Central, privatizações, grandes benefícios para grandes empresas. Todas são pautas que não interessam ao conjunto da população.

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Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein

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