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08/02/2018 - 15h06

Presidente Maia ainda mantém diálogo sobre acúmulo de pensões e transição de servidor

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse nesta quinta-feira que continua mantendo o diálogo com diversos setores em relação a duas questões da reforma da Previdência ainda pendentes: o limite para o acúmulo de pensão e aposentadoria; e o modelo de transição para servidores públicos que ingressaram na Administração Pública antes de 2003.

Pelo texto atual, o valor máximo para o acúmulo de pensões é de dois salários mínimos (R$ 1.908,00). “Você tem que pensar em um casal, em que cada um ganha dois salários mínimos. Se, da noite para o dia, um deles falecer, a pessoa só vai receber dois salários mínimos de aposentadoria. E aí vai perder 100% da pensão”, explicou Maia.

No caso da transição proposta para a aposentadoria de servidores públicos, Maia avalia que ela será “muito leve e tranquila”.

“A proposta da reforma da Previdência basicamente pede aos servidores dos três poderes que possam trabalhar mais [tempo]. Não está se cortando benefício, salário de ninguém, nem aposentadoria de quem já se aposentou”, disse.

“É uma reforma muito leve, muito tranquila e acho que ela ajuda muito o Brasil e ajuda muito a possibilidade de a gente não precisar no futuro ter uma reforma como outros países”, completou Maia, citando o caso de Portugal e Espanha que recentemente precisaram fazer cortes nas aposentadorias.

Data de votação
Ao sair da reunião com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, Maia voltou a ser questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de adiar a votação da reforma para depois das eleições. De acordo com Maia, se a votação não ocorrer em fevereiro, deve ficar para o próximo ano.

“Não há possibilidade de eu passar a reforma da Previdência sem que seja uma agenda do próximo presidente da República. Essa é uma questão que a eleição pode ou não resolver. Se não votar em fevereiro, vota no início do ano que vem. Agora, cada ano sem votar a reforma da Previdência, cada mês, é um prejuízo para a sociedade”, reafirmou.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein

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Comentários

Roberto Carvalho | 15/02/2018 - 18h15
Em primeiro lugar deve-se saber quais os bancos privados serão beneficiados com seus planos de previdência complementar e quanto receberão os defensores que rasgarão a Lei Áurea em nome de um presidente totalmente desprovido de honestidade. Quantos brasileiros vivem acima dos 65 anos de idade e quantos morrerão em suas mesas de trabalho e não sentirão o cheiro da aposentadoria. Em uma republiqueta como a nossa jamais pensariam que caso ninguém se aposente, não surgirão vagas no mercado de trabalho e que para um país crescer é preciso que seus trabalhadores recebam bons salários.
luiz carlos malinowski | 15/02/2018 - 14h30
Sem uma transição os servidores terão que trabalhar até 65 de idade com 49 anos de contribuição.
cintia | 15/02/2018 - 09h10
E como fica a aposentadoria dos agentes políticos do executivo, legislativo e judiciário? Simples: as regras nunca valem para eles! Incrível né? É fácil redigirem propostas de corte de direitos, desde que eles não sejam prejudicados. Ao contrário, ditam as regras de seus próprios reajustes de salários, aposentadoria e outros privilégios absurdos. Os cortes, as reformas só prejudicam e fazem sangrar o povo trabalhador brasileiro. Objetivo? Marginalizar e submeter a sociedade, achatar os seus direitos, enquanto poderosos esbajam o dinheiro público, a custa do descaso com o sofrimento do povo.