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15/01/2018 - 13h00

Presidente da Câmara vai buscar apoio de governadores à reforma da Previdência

Em viagem oficial a Nova York, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, anunciou que vai procurar governadores de estado para convencê-los a apoiar a reforma da Previdência (PEC 287/16). 

Maia admitiu que o governo precisa ainda de 70 a 80 votos para que a proposta seja colocada em votação com chances de ser aprovada.

Em dezembro, ao constatar que ainda não tinha os 308 votos necessários para aprovação da proposta, o governo decidiu adiar para fevereiro a votação e o presidente da Câmara definiu cronograma que começa com a discussão da proposta em Plenário, a partir de 5 de fevereiro, e votação em primeiro turno em 19 de fevereiro.

Rodrigo Maia disse acreditar na possibilidade de aprovação, mas admitiu a necessidade de recomposição da base do governo, reduzida em razão das votações das denúncias contra o presidente Michel Temer e pelo fato de 2018 ser um ano eleitoral.

“O governo terminou 2016 com uma base de 360 deputados e acabou com 250 depois da segunda denúncia. É preciso mais 80 deputados para ter o conforto de ir a plenário. E em ano eleitoral, se não houver clareza de que há uma base sólida para votar, muitos acabam nem comparecendo”, explicou.

Maia ressaltou a importância de engajar os governadores em torno da reforma. Em dezembro, ele já tinha conversado sobre o tema com os governadores Fernando Pimentel, de Minas Gerais, e Luiz Fernando Pezão, do Rio de Janeiro.

“Vamos precisar de diálogo e envolvimento de governadores, que serão beneficiados. Este ano cinco estados não pagaram o 13º salário do funcionalismo público e não existe solução a curto prazo se não reestruturarmos as contas públicas”, disse.

Agenda internacional
Rodrigo Maia participa, até quinta-feira (18), de uma série de encontros oficiais com autoridades, políticos e empresários nos Estados Unidos e México. Hoje ele se reúne com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, para discutir a questão dos refugiados venezuelanos na região Norte do país.

Nos próximos dias, Maia se reúne com empresários americanos na Câmara de Comércio dos Estados Unidos em Washington e com lideranças políticas como o presidente da Câmara dos Deputados norte-americana, Paul Ryan.

Na quinta-feira, ele participa da Conferência Latino-Americana do Banco Santander, em Cancún, no México. Na sexta (19), volta a Brasília.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Antônio Vital
Edição - Alexandre Pôrto

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Comentários

Luiz Paulo Rammos Barroso | 03/04/2018 - 12h27
O exemplo deveria vir do governo, extinguindo diversas benesses absurdas, que são dadas aos políticos e juízes, tais como auxílio moradia, verbas indecentes de gabinete e as aposentadorias milionárias após poucos anos de mandato. Com a economia gerada a partir dessas mudanças, duvido que fosse necessária a tal reforma. O povo já não aguenta mais tanta taxação somente para quem não pode fazer as leis. Basta!
JL Dominguez | 13/02/2018 - 19h20
Esse governo, envolvido em corrupção, não tem moral para impor uma reforma como essa. Desvia bilhões em recursos... Não cobra daqueles que devem... Não corta um centavo nas suas despesas absurdas e quer que o povo pague a conta desses descalabros. Cidadãos de bem, não reelejam nenhum parlamentar que imponha uma crueldade dessas à nossa população. As eleições estão chegando. Vamos ficar de olho e tirar todos que trabalham contra o bem estar da sociedade, a começar pelo presidente.
AMAURI RIVALDO BARBOSA | 12/02/2018 - 13h18
SOU PROFESSOR A 30 ANOS EM UM CARGO E 16 ANOS EM OUTRO. TRABALHO 12 HORAS POR DIA PARA PODER PAGAR MINHAS DIVIDAS E SOBREVIVER DIGNANENTE. TENHO 50 ANOS PROBLEMA NO ESTOMAGO. NA VISAO E AUDIÇÃO. É AGORA SEM PERSPECTIVA DE SE APOSENTAR COM UM POUCO MAIS DE DIGNIDADE. POR FAVOR PENSEC O QUE É SER PROFESSIR NESTE PAÍS. SE SAÍSSE DO MEU TRAVALHO HOJE, SAIRIA SEM NADA. NÃO É JUSTO O QUE ESTÃO FAZENDO CONOSCO. ESTE ÉVUM ANO DE VOTOS PENSEM BEM. O POVO NÃO PODE PAGAR O PATO OU A MÁ GESTÃO.