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07/12/2017 - 16h54

Câmara aprova inclusão de Ulysses Guimarães e Ayrton Senna no Livro de Heróis da Pátria

Lula Marques
História do Brasil - Ulysses Guimarães constituição federal 1988 promulgação constituinte
Ulysses comemora, em 1988, a promulgação da "Constituição Cidadã"

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) a inclusão de Ulysses Guimarães e Ayrton Senna no Livro de Heróis da Pátria. O livro está depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília, onde já aparecem os nomes de Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Santos Dumont e a estilista Zuzu Angel, entre outros personagens históricos. 

A inclusão de Ulysses Guimarães no Livro de Heróis da Pátria foi iniciativa do Poder Executivo. No ano passado o presidente Michel Temer enviou o projeto de lei à Câmara dos Deputados, durante as comemorações pelo centenário do político, morto em 1992.

O relator do projeto (PL 6259/16) na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), lembrou que Ulysses Silveira Guimarães, nascido em 1916 em Rio Claro (SP), foi um dos mais ativos opositores da ditadura militar instaurada em 1964, e posteriormente principal líder da campanha das “Diretas Já”.

Constituição
“Eleito deputado federal por nada menos que 11 legislaturas, foi presidente da Câmara dos Deputados em três ocasiões e presidiu, ainda, a Assembleia Nacional Constituinte, onde se destacou como figura fundamental na promulgação da Constituição de 1988, chamada por ele de Constituição cidadã”, lembrou Vilela.

Ulysses também foi um dos fundadores do extinto MDB – no bipartidarismo da ditadura – e depois do PMDB. Foi candidato à Presidência da República em 1989, tendo amargado o sétimo lugar na disputa. Mas, em 1992, voltaria à cena política, sendo um dos líderes da campanha pelo impeachment do presidente Fernando Collor. Morreu no dia 12 de outubro daquele mesmo ano, em acidente de helicóptero. O corpo de Ulysses nunca foi encontrado.

Wikimedia Commons / Instituto Ayrton Senna / CC BY
Ayrton Senna
Senna foi tricampeão da Fórmula 1 e morreu no auge da carreira, em 1994

Brasilidade
Já a inscrição de Ayrton Senna atendeu proposta do deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP). O relator do projeto de lei (PL 4368/16) na CCJ, deputado Thiago Peixoto (PSD-GO), lembrou que o tricampeão da Fórmula 1 levantava a bandeira brasileira em todas as suas vitórias, demonstrando orgulho de sua brasilidade.

“Durante o final da década de 1980 e início da década de 1990 o Brasil passava por um momento de crise, econômica e social, na qual a figura de Ayrton Senna da Silva era um símbolo de um Brasil que, mesmo diante de todos os problemas, dava certo”, observou Peixoto.

Senna nasceu em São Paulo, em 1960, e morreu no dia 1° de maio de 1994, em acidente ocorrido no circuito automobilístico de Ímola, na Itália. “Sua morte trágica e chocante foi uma das maiores comoções da história brasileira”, completou o deputado.

Os projetos que incluem os nomes de Ulysses e de Senna no Livro de Heróis da Pátria ainda serão analisados pelo Senado Federal.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Roberto Seabra
Edição - Sandra Crespo

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Comentários

Fabio Peixoto | 17/06/2018 - 15h20
"Que orgulho" destes representantes do povo, usando do seu valioso tempo para homenagear o Senna, já pensou se usassem esse mesmo empenho para elaborar algum projeto em busca de melhorar a saúde, educação quem sabe segurança em nosso país??? Senna foi um grande ídolo mas herói jamais!!!
HG Fernandes | 08/12/2017 - 00h42
Parabéns. Ayrton Senna, verdadeiro herói brasileiro. Ícone, mito, gênio. Orgulho dos brasileiros.
Rangel Franz | 07/12/2017 - 22h21
Boa Noite. E para os 116 policiais mortos no Rio de janeiro e outros pelo Brasil afora, serão considerados heróis da Pátria?