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09/11/2017 - 16h35

Disposição do governo para negociar ajudará reforma da Previdência, avalia Rodrigo Maia

A reforma da Previdência foi discutida em reunião do presidente da República, Michel Temer, com parlamentares da base do governo. O relator da proposta, Artur Oliveira Maia, reiterou a intenção de buscar um “texto enxuto”, com foco na idade mínima e nas regras para servidores

José Cruz/ Agencia Brasil
Deputado Arthur Oliveira Maia - relator da reforma da Previdência - PEC 287/16
O deputado Arthur Oliveira Maia, relator da proposta

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta quinta-feira (9) que a disposição do governo em negociar poderá ajudar na aprovação da reforma da Previdência (PEC 287/16). Ele reiterou que a proposta só será levada ao Plenário quando tiver apoio suficiente.

“Hoje é um ambiente difícil. Minha vontade é votar neste ano os dois turnos, mas não vou pautar a reforma da Previdência de qualquer forma, porque uma derrota no Plenário será uma sinalização muito ruim do Brasil para toda a sociedade”, afirmou.

A reforma da Previdência foi discutida nesta manhã na residência oficial da Câmara, em reunião do presidente da República, Michel Temer, com parlamentares da base do governo. O relator da proposta, deputado Artur Oliveira Maia (PPS-BA), reiterou a intenção de apresentar um “texto enxuto”, com foco na idade mínima para aposentar e nas regras para os servidores públicos.

Urgência
Presente ao encontro, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, insistiu que a reforma é urgente e necessária, para gerar benefício fiscal que consolide a queda dos juros e da inflação. Para ele, há dois pontos centrais na proposta: a idade mínima e a equiparação dos sistemas público e privado.

“A reforma é uma necessidade que o País tem para eliminar privilégios. Hoje em dia, com o atual sistema, as classes de menor poder aquisitivo tendem a se aposentar aos 65 anos, e aqueles que se aposentam mais cedo, com 55 anos, são os de maior renda”, disse.

Compreensão
O líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse que as mudanças em discussão criam ambiente político para a votação. “A idade mínima é um tema que a sociedade compreende bem e, politicamente, tem ampla condição de ser discutida. Também é o combate aos privilégios, porque nenhum brasileiro quer tratamento desigual”, analisou.

Vice-líder da Minoria na Câmara, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que o governo admitiu as dificuldades na reforma da Previdência. “Foi bom o governo ter reconhecido que a proposta anterior seria derrotada. Eles tentavam convencer o povo de que era a salvação do Brasil, mas o País precisa debater o pacto previdenciário nas próximas eleições”, afirmou.

Saiba mais sobre a tramitação de PECs

Íntegra da proposta:

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier
Edição - Ralph Machado

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Comentários

MARILSO | 20/11/2017 - 09h20
: “Na democracia representativa, a sociedade está representada pela Câmara. Quando o governo decide sozinho para só depois oferecer a discussão ao Parlamento, o presidente [da República] está se colocando à frente de toda a sociedade brasileira, o que é ruim.” CARO PRESIDENTE RODRIGO MAIA ME DIZ UMA COISA QUE OS BRASILEIROS ESPERAM OUVIR, DENTRE MUITAS QUE OS BRASILEIRO SERÃO REPRESENTADOS PELA CÂMARA,E VOCÊS TODOS NÃO ESTÃO NEM AÍ PARA OS BRASILEIROS. ESTAMOS DESESPERADO PELO DESCASO JÁ SE PENSOU EM LULA OU ATÉ MESMO A VOLTA DO MILITARISMO. PELO MENOS EU NUNCA VOU ESPERAR NADA DO MILITARISMO
PAULO ERNANI BERGAMO DOS SANTOS | 19/11/2017 - 13h02
Pela inclusão de FGTS dentre os direitos do servidor estatutário na ativa. Este paga mais para a previdência do que os empregados da iniciativa privada, e, ainda, paga para a previdência depois de aposentado (um absurdo!), enquanto os empregados do setor privado nada pagam depois de aposentados.
PAULO ERNANI BERGAMO DOS SANTOS | 19/11/2017 - 11h37
Por que não incluir para os empregados/profissionais que recolhem pelo regime geral da previdência -INSS- um teto de R$ 33.000, que é o teto do servidor público? O que ganhar a mais passa a ser cortado e vai para a Previdência, e o aposentado pelo regime geral passa a pagar a previdência depois de aposentado, como acontece com o servidor público. Como 6 pessoas concentram riqueza equivalente à de 50% da população brasileira, porque não criar um teto máximo de riqueza por pessoa? Se uma pessoa atingir R$ 100 milhões de riqueza, por exemplo, tudo o que ganhar a mais vai para o governo.