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06/11/2017 - 21h17

Maia: “Governo precisa reorganizar sua base para votar a reforma da Previdência”

“Passamos cinco meses de muita tensão, e houve um desgaste muito grande para os deputados que votaram com Temer”, afirmou o presidente da Câmara, analisando o impacto de pedidos arquivados pelo Plenário que evitaram processos contra o presidente da República

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Ordem do dia para discussão e votação de diversos projetos. Presidente da câmara dep. Rodrigo Maia (DEM-R)
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante sessão do Plenário

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta segunda-feira (06) que o governo precisa reorganizar sua base para tentar aprovar a reforma da Previdência (PEC 287/16). Segundo ele, sem isso será difícil conseguir os 308 votos necessários para aprovar a mudança.

Maia defendeu que o Executivo demonstre aos parlamentares, aos líderes e aos partidos o impacto no Orçamento da União no próximo ano se a reforma não for aprovada. Ele reconheceu que a votação das duas denúncias contra Michel Temer gerou desgaste para aqueles que apoiaram o governo. Em ambos os casos, o Plenário negou autorização para processos contra o presidente da República no Supremo Tribunal Federal.

“Passamos cinco meses de muita tensão, e houve um desgaste muito grande para os deputados que votaram com o presidente Temer. Os deputados estão machucados. Tendo o desgaste, cabe ao governo reorganizar sua base para voltar a ter número e votar a Previdência”, disse Maia.

O presidente da Câmara afirmou ainda que o governo pode apresentar um texto mais enxuto para a reforma, tentando aprovar mudanças na idade mínima para aposentar e novas regras para os servidores públicos.

“É exagero falar em privilégios, mas os que ganham mais precisam contribuir do ponto de vista do tempo. Então, a idade mínima e uma transição para cada um possa contribuir um pouco mais, não vejo problema, mesmo porque a expectativa de vida no Brasil cresceu muito”, defendeu.

Outros projetos
O líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), disse que o governo não tem os votos para aprovar a reforma da Previdência e, por essa razão, deveria focar em outros projetos – como os que buscam o ajuste fiscal (as MPs 805/17 e 806/17 e o PL 8.456/17), que não necessitam de um quórum qualificado.

“Não é pauta única, temos outros assuntos importantes que também dizem respeito à economia. Não acho que o governo, para pauta do ajuste fiscal, que é prioridade do governo e da Câmara, dependa exclusivamente da reforma da Previdência”, disse.

Vice-líder da Minoria na Câmara, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) afirmou que o governo não conseguirá aprovar a reforma e defendeu que a Previdência seja debatida durante o processo eleitoral do próximo ano.

“Temos um governo sem legitimidade, que pagou e comprou a preço de ouro a manutenção do presidente da República. Não há nenhuma condição para que esse governo vote uma alteração no pacto previdenciário do País. O correto é debater profundamente a Previdência durante a campanha eleitoral do ano que vem, e cada um apresentar suas propostas”, propôs.

Saiba mais sobre a tramitação de PECs

Saiba mais sobre a tramitação de MPs

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier
Edição - Ralph Machado

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Comentários

INSUMOS - Reforma Tributária | 07/11/2017 - 11h51
O Brasil precisa PERMITIR COMPRA de INSUMOS com o FIM de BARREIRAS e SUBSÍDIOS, pois, sem isso, não teremos produtividade, vide que os produtores PRECISAM trazer TECNOLOGIA DO RESTO DO MUNDO. Podemos destacar o sucesso dentro do Brasil da EMBRAER, PETROBRÁS e AGRICULTURA que podem adquirir qualquer tecnologia. Não existe êxito no mundo de economia que deu algum salto fechado, buscando tecnologias somente dentro do seu próprio país. Sem contar a falta de incentivo no setor.
Cícero | 07/11/2017 - 11h43
Em vez de cortarem esse direito sagrado dos trabalhadores q se adotem ou aumentem tributos sobre multinacionais, BANCOS (ladrões legalizados sempre c/seus bilhões de lucros!),grandes fortunas,jogos,loterias,festas nacionais regionais como carnaval, casas de show,lutas,espetáculos,programas televisivos,cinemas,entretenimentos,carros de luxo,bebidas,cigarros,supérfluos. Adotem um desconto no benefício dos q tiveram tempo de trabalho rural, pois não contribuiram anteriormente. Cobrem dos devedores contumazes, prefeituras, clubes futebol, empresas etc. Acabem c/absurdos tipo "auxilio reclusão".
Cícero | 07/11/2017 - 11h36
Não há déficit previdenciário cfe. CPI do Senado! e adotar idade mínima p/aposentadoria é uma medida extremamente antissocial e injusta (e até desumana!) pois as pessoas terão q trabalhar mais pra se aposentar com grande sacrifício; é fato q o padrão de vida brasileiro é muitíssimo inferior se comparado a Europa/EUA, e q gerará mais desemprego ainda impedindo a entrada de novos trabalhadores. Considerando também, q são poucos os q ficam no mesmo emprego por tanto tempo. E quem dará emprego aos desempregados com mais de 40,45 anos hein? o governo?