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20/09/2017 - 00h23

Divergências sobre “distritão” dominam debates em Plenário

Apesar de a PEC 77/03 prever o “distritão” em um único pleito, já que seria adotado a partir de 2022 o sistema distrital misto, foi ele o ponto de maior divergência em Plenário nesta terça-feira (19).

Os defensores do modelo que prevê a eleição dos mais votados argumentaram tratar-se de um sistema mais simples, em oposição ao proporcional, de difícil compreensão. Já os contrários ao “distritão” destacaram que, ao privilegiar os candidatos, os partidos perderiam espaço.

O líder do PR, deputado José Rocha (BA), lembrou que os presidentes de legendas com representação na Câmara já disseram ser contrários à mudança no sistema eleitoral. “Votar o ‘distritão’ é evitar que novas lideranças surjam neste Congresso, impedir que os partidos possam ampliar as suas bancadas nas assembleias legislativas dos estados”, disse.

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) também criticou a mudança. “O que estão propondo nessa modificação de ‘distritão’ ou distrital misto é um caminho para levar o País ao abismo ainda maior”, falou, em nome da liderança.

Para o líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), o sistema atual é mais democrático, pois “permite a expressão de todas as ideias da sociedade”.

Por outro lado, o líder do PMDB, deputado Baleia Rossi (SP), defendeu o “distritão”, com o argumento de que a eleição dos mais votados é um sistema muito mais simples. “Isso é o que quer a população, e todas as pesquisas de opinião demonstram isso. Ninguém deseja esse sistema proporcional que existe hoje, em que você vota em um candidato e elege outro por tabela, sem saber quem é”, declarou.

O líder do PP, deputado Arthur Lira (AL), destacou que o “distritão” seria apenas uma ponte para um sistema mais moderno. “Defendemos o sistema majoritário como uma transição. O Brasil precisa ter tempo para discutir e implementar o sistema distrital misto”, afirmou.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Marcelo Oliveira

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