Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

04/09/2017 - 12h20

Rodrigo Maia diz que reforma da Previdência pode ser votada em outubro

Marcos Corrêa/PR
Rodrigo Maia no Fórum Exame
O presidente da República em exercício, deputado Rodrigo Maia, durante evento em São Paulo

O presidente da República em exercício, deputado Rodrigo Maia, disse nesta segunda-feira (4) que a previsão na Câmara dos Deputados é votar em outubro a reforma da Previdência. Segundo ele, a maior dificuldade será conseguir os votos necessários para a aprovação em primeiro turno no Plenário.

“O problema não é a data, é ter voto para votar. Hoje tem menos votos do que antes”, declarou. Ele calcula que, atualmente, não será possível alcançar mais que 280 votos, quantidade abaixo dos 308 necessários para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que trata da reforma da Previdência.

Saiba mais sobre a tramitação de PECs

“É questão de trabalhar e mostrar a urgência para os parlamentares”, disse Maia. Ele afirmou que atua todos os dias no convencimento dos deputados no tema que, segundo ele, ainda é polêmico. “Aprovada a reforma da Previdência ainda neste ano, o impacto na economia ano que vem vai ser muito forte e vai colaborar com a eleição de 2018”, disse.

Reformas
Em São Paulo, Rodrigo Maia participou nesta manhã do Fórum Exame, voltado a empresários. Ele defendeu a privatização de empresas públicas. “Não precisamos privatizar para zerar o deficit público”, mas porque, em sua opinião, “nas mãos do setor privado [as empresas] são mais eficientes”, disse.

Maia levantou também a questão da estabilidade do emprego no setor público. “Existem áreas em que será necessária alguma estabilidade, em outras não”. O presidente em exercício citou como argumento para uma possível mudança no status dos servidores a falta de recursos para a Previdência pública não apenas em âmbito federal, mas também nos estados.

Denúncia
Sobre uma eventual nova denúncia contra o presidente da República, Michel Temer, Rodrigo Maia disse que é importante que a questão se encerre rapidamente para não prejudicar a agenda de reformas no Congresso Nacional.

Maia declarou que respeitará as decisões da Procuradoria-Geral da República, mas que, se não houver embasamento, a denúncia deverá arquivada. “Temos que começar a separar as coisas”, afirmou.

Da Redação - RM
Com informações da Agência Brasil

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Fale de Reforma mas de soluções I | 05/09/2017 - 10h51
PAREM de retirar recursos dos programas sociais para bancar juros e amortização da paquidérmica dívida pública.
Fale de Reforma mas de soluções II | 05/09/2017 - 10h51
a) CADÊ a redução das isenções e renúncias previdenciárias, b) a melhora dos serviços de fiscalização, a agilidade na cobrança da dívida ativa previdenciária e c) reequilíbrio do financiamento do sistema rural? SEM ISSO VOCÊS ESTÃO ATACANDO O SEU POVO!
Robson RJ | 05/09/2017 - 10h49
Sr. Rodrigo, na sua participação da revista Exame, nos pareceu muito sem vontade em dizer que iria buscar os votos necessários, parecia apenas contar 'caroços de feijão'. Presidente, por favor, sejamos corretos em falar que essa é a REFORMA DA SEGURIDADE SOCIAL e não apenas da previdência.