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11/08/2017 - 18h39 Atualizado em 14/08/2017 - 09h14

Comissão especial volta a se reunir na terça para concluir votação de novas regras eleitorais

Falta votar três destaques. A ideia é que as propostas que podem mudar as regras das eleições do ano que vem comecem a ser avaliadas logo pelo Plenário.

A comissão especial que analisa mudanças nas regras eleitorais (PEC 77/03) volta a se reunir nesta terça-feira para concluir a votação de mudanças no texto do relator, deputado Vicente Candido (PT-SP).

A reunião está marcada para meio-dia, em plenário a definir.

A ideia é que as propostas que podem mudar as regras das eleições do ano que vem comecem a ser avaliadas logo pelo Plenário.

Os deputados já aprovaram o voto majoritário para eleger deputados federais e estaduais e vereadores em 2018 e 2020, o chamado "distritão", e o financiamento público de campanhas.

O relator da proposta lamentou as alterações feitas e aprovadas em seu texto. Inicialmente, Candido previu a manutenção do sistema proporcional, que leva em conta tanto os votos individuais dos candidatos como os votos totais do partido para determinar os vencedores, em 2018 e 2020, e também um sistema distrital misto em 2022, com votos para os partidos em listas fechadas e votos majoritários em distritos menores que os atuais estados.

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
Reunião da Reforma política - deputados  Lúcio Vieira Lima e Vicente Candido
Lúcio Vieira Lima (E): o "distritão" foi a solução encontrada para se chegar ao sistema misto em 2022

O presidente da comissão, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), avalia que o "distritão" foi a solução encontrada para se chegar ao sistema misto em 2022. "Ficou sempre colocado que o ‘distritão’ era a opção que diminui os custos de campanha e ao longo do processo foi amplamente debatido. Não podemos ficar no debate infrutífero, discurso tem pra tudo, não teve acordo, foi-se ao voto e aprovou-se o distritão."

Fundo eleitoral
Vicente Candido também afirmou preferir um fundo eleitoral menor do que o aprovado pela comissão, que vai contar com 0,5% das receitas correntes líquidas do orçamento, cerca de R$ 3,5 bilhões. "Espero que a partir de 2020, a gente reveja o valor desse fundo com um sistema eleitoral barato. É isso que se precisa fazer. O Congresso Nacional precisa ousar. Precisa ter ousadia e estar linkado com o sentimento da população, senão o encontro nas urnas pode custar caro para os congressistas de hoje."

O líder da oposição, deputado José Guimarães (PT-CE), avalia que o Congresso precisa enfrentar o assunto. "Não é pauta de governo, é uma pauta do Legislativo. E nós temos que fazer um debate amplo e transparente com a sociedade brasileira. A maioria da população é contrária ao financiamento público, e nós sabemos disso, mas queremos discutir isso pedagogicamente com a sociedade. Nós preferimos o financiamento com regras, com fiscalização, com transparência, do que este modelo falido, que encobre o caixa 2, encobre a corrupção, encobre tudo."

O vice-líder do PMDB deputado Mauro Pereira (RS) acredita que não serão votações fáceis. "O fundo está sendo debatido entre os líderes, na base, nos grupos de deputados, mas não existe um consenso ainda. Os recursos para financiar campanhas são muito altos e, neste momento de crise brasileira, vai ter um debate muito grande sobre isso aqui na Casa. Tem muito deputado que não está concordando."

Alterações
Faltam ser votadas três sugestões de mudança no texto (destaques) para concluir a votação da proposta na comissão, que depois segue para dois turnos de votação em Plenário.

Dos três destaques pendentes de votação, um trata da possibilidade de os candidatos nos distritos eleitorais ou a outros cargos majoritários poderem figurar simultaneamente nas listas partidárias preordenadas, a partir de 2022.

Os outros dois destaques referem-se à possibilidade de o suplente de senador ser o candidato a deputado federal “mais votado do mesmo partido ou coligação na circunscrição do titular do mandato”.

Coligações
Além dessa proposta, outra que proíbe as coligações partidárias nas eleições para o Legislativo (PEC 282/16) também pode ser votada em comissão especial.

O relatório da deputada Shéridan (PSDB-RR) impõe regras para que os partidos tenham acesso ao dinheiro do Fundo Partidário e à propaganda gratuita no rádio e na TV.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quer votar a Reforma Política ainda neste mês, mas criticou a criação de um fundo para custear as campanhas eleitorais.

A versão que for aprovada na comissão especial ainda terá que passar por dois turnos de votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

Comissão da Reforma Política
A Comissão Especial da Reforma Política (que discute várias proposições) também reúne-se nesta terça.

Candido também é o relator desse colegiado que discute regras sobre mecanismos de democracia direta, prazos para desincompatibilização, sistema eleitoral e financiamento de campanhas.

A reunião dessa comissão será realizada às 14h30, no plenário 8.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Geórgia Moraes e Ginny Morais
Edição – Regina Céli Assumpção

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Comentários

JOSÉ DO NASCIMENTO CUNHA | 14/08/2017 - 11h26
A reforma politica não pode privilegiar nem partido, nem político campeão de voto, isso tudo é momentâneo. Tem que priorizar a vontade popular, que é quem vota e elege. Precisamos de renovação, o campeão de voto hoje, ante suas atitudes, amanhã poderá ser um pelego, não pode ficar um candidato se reelegendo eternamente, tem que ter renovação, a alternância é extremamente saudável. O fundo tem que ser público, e a fonte deve ser pela distribuição das rendas lotéricas, limitado a isto e ponto final.
Cícero | 14/08/2017 - 11h11
Mais um escárnio, deboche, infâmia e desprezo à população. Esses 3,5 bi devem ir para a segurança, saúde e infraestrutura quebrada do país. Que cada um tire do seu próprio bolso e financie sua própria campanha! Já q a propina não pode faltar pra vcs, logo a quantidade de abstenções e votos nulos/brancos será gigantesca ano que vem!
Erasmo Neto | 14/08/2017 - 09h06
Quase tudo esta sujeito a fraldes,por falta de conhecimento.Mas,ao impor as mãos para assinar concordando com a lei destinada ao grupo social, o legislador define o caráter objetivo.Quando candidato é possível usar a subjetividade para enganar eleitores.Os antigos gregos resumiram na frase:"Conhece a ti mesmo",na evolução Jesus Cristo:"conhecereis a verdade e esta te libertará", na Doutrina Espirita,onde a pedagogia é a pergunta, unindo ciência,filosofia para conhecermos os vários sistemas religiosos.No Brasil a corrupção é um dos sistemas religiosos disforme.Contra as propostas incoerentes.