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17/07/2017 - 15h22

Deputados da base e do governo comentam liberação de recursos para emendas parlamentares

Vice-líder do governo diz que oposição também teve emendas empenhadas, enquanto vice-líder da Minoria reitera que volume de recursos para deputados da base foi superior

Deputados comentaram, nesta segunda-feira (17), a notícia publicada pelo jornal O Globo de que custou R$ 15,3 bilhões a vitória do governo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, que adotou posicionamento contrário à continuidade da investigação da denúncia (SIP 1/17) por crime de corrupção passiva contra o presidente da República, Michel Temer.

Cleia Viana / Câmara dos Deputados
Reunião Ordinária. Dep. Darcísio Perondi (PMDB-RS)
Tarcisio Perondi: deputados da oposição também tiveram recursos de emendas parlamentares liberados pelo Governo Michel Temer, com valors muitas vezes superiores aos governistas

Segundo o jornal, nos últimos 15 dias, o Planalto empenhou R$ 1,9 bilhão em emendas parlamentares. Na quarta-feira, Temer teria anunciado R$ 11,7 bilhões em linhas de crédito para obras de infraestrutura e, na quinta, realocado R$ 1,7 bilhão de recursos da Saúde.

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do governo, disse que deputados da oposição também tiveram recursos de emendas parlamentares liberados pelo governo Michel Temer, com valores muitas vezes superiores aos governistas.

“Não apenas os deputados da base tiveram seus recursos de emendas empenhados como também os deputados da oposição, que fazem oposição sanguinolenta na comissão da denúncia vazia”, apontou. “E nomes expressivos estão aqui”, completou.

Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados
Dep. Henrique Fontana (PT - RS) concede entrevista
Henrique Fontana, vice-lider da minoria, observou que o pagamento das emendas é impoisitivo, mas reiterou que o volume de recursos para a base do governo foi muito superior ao de outros parlamentares

Perondi afirmou ainda que as emendas parlamentares visam destinar recursos para ações e obras em suas regiões de atuação. “Elas visam melhorar lá na ponta a vida de uma comunidade”, destacou.

Volume superior
O deputado Henrique Fontana (PT-RS), vice-líder da Minoria, observou que o pagamento das emendas individuais é impositivo, mas reiterou que o volume de recursos para a base do governo foi muito superior ao de outros parlamentares.

“O volume mostra o privilégio enorme de deputados da base do governo, mais especialmente de deputados que foram fundamentais ali na CCJ para apoiar o arquivamento da denúncia contra Michel Temer”, ressaltou.

‘Vale-tudo’
Fontana disse ainda que há privilégio na liberação de recursos para obras e ações de prefeituras ligadas a deputados da base do governo. Ele acredita que Temer adotou ‘vale-tudo’ para se manter no poder.

O Plenário da Câmara deve decidir em 2 de agosto se encaminha ao Supremo Tribunal Federal a primeira denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer. Janot deu indicações de que pode apresentar mais duas denúncias contra o presidente.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Lara Haje
Edição – Newton Araújo

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Comentários

Rafael Tenório Mendonça | 25/07/2017 - 10h24
Sem uma reforma política para enxugar a máquina pública que gasta cada vez mais para sí, não vejo mais qualquer motivo para continuar girando essa roda que alimenta a máquina, ou seja votar. O buraco é mais embaixo, e não é através do voto somente que as coisas melhorarão, atualmente só damos mordomia para os candidatos, seja presidente, governador, prefeito e parlamentares. O Brasileiro até hoje permanece sem 3 serviços básicos que é a saúde, educação e segurança compatível com todos os impostos que pagamos e só para concluir, a "nossa" câmara dos deputados deixou de ser do povo a muito tempo
Erasmo Neto | 18/07/2017 - 11h54
No minimo é curioso,mas realmente é trágico como a hipocrisia revela verdades. Transmissão via TV; Temer beijou a mão do Papa Francisco, não entendeu a mensagem do Apostolo Paulo:"Nem tudo que é licito me convém"?O Papa Francisco esta combatendo a corrupção no Vaticano.(Não sou religioso só processo informações publicadas).Informação do Papa,não reclamem, é proibido reclamar.Mensagem curta mas profunda,no fundo do abismo da cultura grega:"Conhece a ti mesmo".Professor de leis, advogado,constitucionalista; se conhece e conhece os ritos e os riscos.Quem o apoia nos erros; é analfabeto funcional?
Rosângela Barbosa Gomes | 17/07/2017 - 23h00
Pode ser legal, mas é imoral esta distribuição de verbas com a finalidade única, explícita ou implícita, de garantir votos favoráveis aos interesses do(s) governo(s). Não deveria sequer existir esta distribuição de recursos para "uso nas bases". Parlamentares são, ou deveriam ser, fiscais do orçamento público e não sócios. Agem como se não houvessem corte de gastos, 14 milhões de desempregados, cidadãos morrendo nas portas e dentro dos hospitais por falta de medicamentos e insumos, caos na segurança pública etc. É para isso que querem empurrar goela abaixo a reforma da Previdência? Dá nojo.