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18/05/2017 - 12h43 Atualizado em 18/05/2017 - 20h03

Supremo determina afastamento do deputado Rocha Loures

O deputado foi citado pelo empresário Joesley Batista, que negocia delação premiada com a Procuradoria-Geral da República; Supremo também determina o afastamento de Aécio Neves do mandato de senador

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, na manhã desta quinta-feira (18), o pedido de afastamento do deputado Rocha Loures (PMDB-PR) do mandato. Na mesma medida cautelar, o STF também determinou o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato de senador. Ainda segundo a assessoria do STF, foram negados pedidos para prisão dos dois parlamentares.

Rocha Loures foi citado pelo empresário Joesley Batista, que negocia delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. O deputado supostamente teria favorecido o grupo J&F, que controla o frigorífico JBS e outras empresas, a pedido do presidente da República, Michel Temer. Loures foi assessor especial de Temer de outubro de 2016 até março deste ano.

Defesa de Rocha Loures
A assessoria do deputado informou que Loures está em Nova York, onde proferiu palestra sobre a política brasileira a um grupo de investidores internacionais e que, quando retornar ao Brasil, deverá se inteirar e esclarecer os fatos divulgados. A Polícia Federal esteve no gabinete do deputado nesta manhã fazendo busca e apreensão de documentos.

José Luis Oliveira Lima, advogado de Rocha Loures, afirmou em nota divulgada à tarde que a defesa ainda não teve acesso aos procedimentos que tramitam no STF. “Tão logo se conheça o teor da investigação, todos os esclarecimentos devidos serão apresentados”, disse. Segundo Oliveira Lima, o deputado já se colocou à disposição das autoridades.

Trâmite
O documento formal com a decisão do STF foi recebido pela Secretaria-Geral da Mesa na noite desta quinta-feira. Com o afastamento do mandato, Rocha Loures está impedido de exercer suas funções, como votar e participar de debates. Ele pode, no entanto, manter seu gabinete e estrutura de apoio. A Câmara não precisa tomar decisões no caso, que não significa a cassação do deputado, e por isso nem mesmo um suplente será convocado.

Aécio divulga nota
Em relação a Aécio, Joesley Batista disse ter uma gravação de 30 minutos em que o senador pede R$ 2 milhões, sob a justificativa de que precisava pagar sua defesa na Operação Lava Jato. Em nota, Aécio afirmou estar “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos” e que sua relação com o empresário “era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público”.

Também em nota, Michel Temer declarou que “defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados”.



Comentários

Erasmo Neto | 19/05/2017 - 09h20
Em sociedade competitiva,o bom senso perde eficiência.A competição é padronizada através de leis fabricadas por grupos com grande influencia na sociedade.Curiosidade é que quase ninguém questiona as nossas unidades funcionais de educação Estatais e Privadas,em relação a formação dos indivíduos com base na honestidade.Hoje temos condições de gravar em aparelhos criando assim a memória extra mental com a possibilidade de conversar com nós mesmo no passado.Segredos e sigilos em via de extinção?Evolução é diferente de revolução.O STF esta provocando a autoeducação individual?
Luiza Rodrigues | 18/05/2017 - 21h54
Diante de mais uma vergonhosa delação, serão necessárias mudanças profundas na Reforma Política. A primeira seria o fim das EMENDAS PARLAMENTARES uma maneira legalizada de corrupção. Se persistirem o que está vigorando no Brasil, pois em 2018 teremos um congresso pior do que o que se conseguiu em 2010/2014. A corrupção continua solta, como se nada tivesse sido descoberto. Os corruptos e corruptores são os mesmos. Como é possível uma JBS lucrar bilhões com empréstimo do BNDES e devolver apenas 235 milhões e saírem livres? O CRIME REALMENTE COMPENSA NO BRASIL!!!!
Júlio Cardoso | 18/05/2017 - 19h30
Ninguém escapa na política brasileira. Se for feita uma apuração rigorosa, todos têm, de alguma forma, rabo preso, por exemplo, com os doadores de campanha ou com o caixa dois. A verdade é que o cenário político nacional é uma vergonha: Lula, Dilma, Temer, Aécio, Renan, Jucá, Collor, Gleisi, Lindbergh e outros mentecaptos políticos deveriam ter os mandatos e os direitos políticos cassados para sempre. A única solução para moralizar o Brasil seria a volta do governo militar por um curto período e fechamento do Congresso, marcando-se novas eleições gerais.