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16/03/2017 - 20h01

Relator defende lista fechada para diminuir custos de campanhas eleitorais

O relator da Comissão Especial da Reforma Política, deputado Vicente Candido (PT-SP), defende mudanças no sistema eleitoral brasileiro. “Boa parte da crise que estamos vivendo hoje, com as revelações da Lava Jato e de outras operações, é oriunda do modelo adotado”, diz.

Lúcio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados
Reunião Ordinária para ajustes do plano de trabalho do relator e deliberação de requerimentos. Dep. Vicente Candido (PT - SP)
Para Vicente Candido, sistema atual dá margem para caixa 2 e inviabiliza financiamente público

Ele explica que o sistema atual é centrado no candidato, que percorre grandes distâncias atrás de votos. Isso, ressalta o relator, privilegia o poderio econômico, dá margem para a adoção de caixa 2 e inviabiliza o financiamento público de campanha.

“Já estudei uns 15 países e não existe um caso igual ao nosso. Uma nação de dimensões continentais, com 200 milhões de habitantes, três entes federados, eleições diretas para todos e eleição individual para parlamentar. Para você ter uma ideia, no ano passado tivemos 500 mil candidatos. Isso é uma loucura”, argumenta.

Lista fechada
Na avaliação do parlamentar, o País deveria adotar a lista fechada, mesmo que temporariamente, como forma de diminuir os custos de campanha e facilitar a fiscalização dos recursos do Fundo Partidário.

Nesse sistema, o eleitor votaria no partido, que teria uma lista de candidatos pré-aprovada durante as convenções. Nessa lista, dependendo da quantidade de votos, seriam eleitos os candidatos na ordem determinada pelas legendas.

Seminário
A Comissão Especial da Reforma Política, em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral e o Instituto Idea, realizará em Brasília seminário nos próximos dias 20 e 21 de março para ouvir a sociedade civil, entidades e especialistas sobre assuntos ligados ao colegiado.

Serão debatidos temas como financiamento de campanhas e partidos; sistemas eleitorais; políticas de promoção de igualdade; propaganda eleitoral e liberdade de expressão.

Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Marcelo Oliveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

KELLY DA SILVA GOMES | 20/03/2017 - 21h15
Estão brincando com nossa cara. Lista fechada é coisa de quem não quer largar o osso. O voto distrital puro tem que ser implantado com urgencia. Salvo raras exceções, esse congresso não nos representa.
Erasmo Neto | 17/03/2017 - 11h48
Estudar 15 países,hoje qualquer um que quiser estuda.Não vai encontrar outro igual ao Brasil;sabe por quê?A construção do Brasil foi iniciada por indivíduos inteligentes expulsos de outras regiões,por não aceitarem a ficar de joelhos,diante do clero e dos Reis absolutistas.Diferente das histórias ensinada nas escolas que vieram para cá criminosos e bandidos.Os Reis portugueses assinavam cartas destinadas para corsários ou protegiam piratas? Os Reis portugueses buscavam no casamento uma forma de evitar guerras,miscigenação também intelectual.
Erasmo Neto | 17/03/2017 - 11h06
Voto distrital,prioriza a formação de guetos,contrario a liberdade e o livre arbítrio dos candidatos e dos eleitores diminuindo as opções.Brasil pátria do evangelho cristão.Segundo a Bíblia Jesus ensinou a todos sem distinção.Brasil somos os mais avançados no regime democratizo em construção.A justiça eleitoral tem o principio de sinalizar em direção do futuro,mas nós ainda temos na mentalidade o código de Hamurábi.A justiça eleitoral vem sinalizando.Ex: o processo dos 7 anões.A operação lava jato que evoluiu percebendo, os erros da mãos limpas da Itália.
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