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15/03/2017 - 14h20

Rodrigo Maia defende mudanças no sistema político-eleitoral

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, defendeu nesta quarta-feira (15) o sistema proporcional de lista fechada com financiamento público como alternativa ao atual sistema político-eleitoral brasileiro.

Antônio Cruz/Agência Brasil
Fotos do dia - Rodrigo Maia Michel Temer Eunício Oliveira Gilmar Mendes
Presidentes do Senado, da República, do TSE e da Câmara reunidos para discutir mudanças no sistema político-eleitoral

Após reunião no Palácio do Planalto com os presidentes da República, Michel Temer, do Senado, Eunício Oliveira, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, Maia informou que, na próxima quarta-feira (22), uma reunião entre técnicos do TSE, consultores da Câmara, do Senado e integrantes da comissão da reforma política vai debater o assunto.

Rodrigo Maia destacou que a mudança no sistema pode, por exemplo, aumentar a participação da mulher na política e fortalecer o debate ideológico. Ele afirmou que não há perspectiva do retorno do financiamento de pessoa jurídica e nem a cultura do financiamento de pessoa física no País, por isso é importante buscar um fundo eleitoral público.

“A democracia tem que ser financiada, não tem alternativa. O que melhor se adequa ao financiamento público exclusivo, ou quase exclusivo, e que tem o sistema com um custo menor, é a lista fechada”, justificou.

Distorções
O ministro Gilmar Mendes afirmou que o atual sistema político-eleitoral brasileiro permitiu distorções que precisam ser corrigidas. Mendes também disse que é preciso buscar um sistema eleitoral compatível com o financiamento público de campanhas.

“Estamos preocupados com o mau desenvolvimento do sistema político-eleitoral. Não adianta falar em criar um sistema público de financiamento com o sistema que nós temos de lista aberta. Isso que permitiu essa proliferação enorme de partidos, a dificuldade de financiamento e todas essas distorções do modelo”, afirmou.

Nota oficial
Em nota, os presidentes destacaram que há amplo consenso sobre a necessidade e a urgência de reforma do sistema político-eleitoral brasileiro. Entre os objetivos da reforma estão a busca pela racionalização do sistema, a redução dos custos das campanhas, o fortalecimento dos partidos e a maior transparência das regras eleitorais. “Essa realidade incita os Poderes da República e a sociedade civil a se unirem para a efetivação das mudanças que levem a uma melhora expressiva na representação política nacional.”

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Natalia Doederlein

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Comentários

Rosana C L | 06/05/2017 - 14h02
Discordo de lista fechada .Este modelo só vai privilegiar e brindar maus políticos que os cidadãos brasileiros não querem mais eleger.Quanto financiamento não deve ser recursos público.Este dinheiro tem que ser destinado a educação,saúde e segurança.Vale lembrar que na Rússia.Os políticos custeam suas viagens,gasolina,e Univerdades de seus próprios proventos.Já que os políticos gostam tanto de imitar outras países.Então vamos seguir esta idéia.Afinal senhores parlamentares estamos de olho literalmente.Paz e Bem a todos os mal e os bons.5
ALEXANDER | 19/03/2017 - 16h26
Sinceramente, nunca votei em partido e sim no candidato, mesmo sabendo que o eleito "tem" que seguir as diretrizes do partido. Não me agrada votar em um partido para o partido decidir quem vai assumir a cadeira, pela sua conveniência. Ou seja, quem está lá certamente continuará e manterá o foro privilegiado se blindando de julgamentos mais efetivos. Jogada de mestre Excelentíssimos políticos!
FRANCISCO PEREIRA DE SOUSA | 19/03/2017 - 16h06
Não só Rodrigo Maia, mas toda a sociedade brasileira. Tudo que fizeram até agora em termos político-eleitoral não deu certo. Basta, ver o abismo que o país está metido. Vão buscar lá fora um modelo que possa angariar novas matizes de razoabilidade na política brasileira. Agora só falta inteligência e vontade política. Não concordo em financiar campanhas eleitorais com o nosso dinheiro.