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16/02/2017 - 16h16

Prioridades do PP são reformas trabalhista, previdenciária e política

Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
Presidente da CMO, dep. Arthur Lira (PP-AL) concede entrevista
Arthur Lira: reformas são prioritárias e dominarão a pauta do Congresso Nacional neste ano 

O novo líder do Partido Progressista (PP), deputado Arthur Lira (AL), diz que o partido está focado em discutir as reformas trabalhista, previdenciária e política neste ano. Para ele, ao longo do primeiro semestre, não haverá outras pautas prioritárias tramitando no Congresso Nacional. Mas o deputado admite mudanças nos textos apresentados pelo governo.

Lira, que comandará uma bancada de 46 deputados, é agropecuarista, bacharel em direito e empresário. Exerce seu segundo mandato na Câmara. No ano passado, presidiu a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Em 2015, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Filiado ao PP desde 2009, foi líder da legenda na Câmara em 2012 e 2013.

Confira a entrevista concedida pelo líder:
Quais são as prioridades legislativas para a liderança do partido em 2017?
As reformas trabalhista, previdenciária e política dominarão a pauta do Congresso Nacional neste ano. Nosso partido está focado em discutir esses assuntos. Ao longo do primeiro semestre, não haverá outras pautas prioritárias como essas para o Brasil. Não é em relação ao texto do governo que necessariamente o parlamentar terá que se posicionar, e sim em relação ao que vai ser construído na comissão especial. A partir daí cada deputado, cada setor, sem sectarismo, deverá se posicionar. A reforma da Previdência é a mais polêmica. A trabalhista é tão ou mais importante, porque abre as perspectivas de mais empregos, de novas indústrias investirem no País; é uma legislação antiga, arcaica, que precisa ser renovada. E a reforma política é imprescindível. O sistema adotado hoje não permite eleições em 2018 com tranquilidade se não fizermos a reforma política.

O senhor concorda com os textos das reformas que vieram do Executivo?
Como líder, a minha opinião vem depois. O meu dever é trazer a discussão para a bancada, fazer uma discussão orgânica, ampla. Há deputados das mais variadas tendências, que representam os mais variados setores. O que é importante passar para a população é que não é o texto do governo que necessariamente será aprovado, dificilmente será aprovado esse texto. Nós vamos ter emendas, novas ideias, que podem ser melhoradas. E o importante é que ninguém se feche, ninguém vá para o caminho do litígio, antes do diálogo, da discussão. Da comissão deverá sair um texto melhorado, que atenda as diversas categorias e setores. Esse texto ainda irá ao Plenário, para que o Plenário decida, vote, aprimore. É importante que tenhamos muito tranquilidade, neste momento, para tratar desses assuntos, que são sensíveis e necessários para o Brasil.

Diante da crise e da Operação Lava Jato, a reforma política tem possibilidade de avançar?
Ela é necessária, com Lava Jato ou qualquer outro tipo de investigação, porque a criminalização da política, como está sendo feita, é ruim para a democracia, é ruim para este Parlamento, e a população vai ver que, ao fim, é ruim para ela mesma. Então nós temos que tratar as coisas com muita transparência, sinceridade, seriedade, e com foco. Sem a reforma política, não há como avançar no sistema democrático para as eleições de 2018.  

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Reportagem - Lara Haje
Edição - Rosalva Nunes

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Comentários

francisco de assis da silveira | 17/02/2017 - 08h54
NA MINHA OPINIAO, DESTAS 3 REFORMAS, A PRIMEIRA QUE DEVERIA COMEÇAR SERIA PELO REFORMA POLITICA. DIMINUINDO OS NUMEROS DE DEPUTADOS E SENADORES E PARTIDOS. A DIMINUIÇÃO DE CUSTOS COMEÇARIA DE CIMA PARA BAIXO.