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12/02/2016 - 19h14 Atualizado em 12/02/2016 - 19h55

Plenário pode votar MPs sobre dívida de clubes e reforma administrativa

Pauta está trancada pela medida provisória que aumenta prazo para times de futebol parcelarem dívidas; e pela MP que alterou a estrutura de ministérios e órgãos da Presidência da República. Líderes partidários se reúnem na terça-feira, às 14h30, para definir as propostas que serão votadas

Ananda Borges/Câmara dos Deputados
Votações em Plenário - Ordem do Dia
Deputados vão analisar novo prazo para clubes aderirem a parcelamento previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte

O Plenário da Câmara dos Deputados terá de votar, a partir de terça-feira (16), duas medidas provisórias que trancam a pauta, assim como dois projetos de lei com urgência constitucional vencida (regulamentação do teto salarial do serviço público e definição do crime de terrorismo).

A primeira das MPs é a 695/15, cujo texto aprovado em comissão mista reabriu o prazo para clubes de futebol aderirem ao parcelamento de dívidas previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (Lei 13.155/15). O prazo acabou em 30 de novembro de 2015.

De acordo com o relator, deputado Beto Faro (PT-PA), muitos clubes não conseguiram atender as exigências constantes na lei. O novo prazo para os times de futebol pedirem o parcelamento de suas dívidas nos moldes definidos pelo Programa de Modernização do Futebol Brasileiro (Profut) será 31 de julho de 2016.

Requisitos para clubes
O texto da comissão para a MP 695 também adia a data de exigência do cumprimento de critérios de regularidade fiscal e trabalhista para que os clubes de futebol participem dos campeonatos.

A Lei 13.155/15 exige o cumprimento desses critérios a partir de 1º de janeiro de 2016, já que foi publicada com os campeonatos em andamento, em agosto do ano passado.

O texto prorroga o cumprimento desses critérios para 1º de agosto de 2016, o que, na prática, leva a regra para 2017, pois em agosto todos os campeonatos nacionais já estarão em andamento.

Lotex
Outro ponto da MP 695 é a autorização para que a loteria instantânea Lotex (raspadinha) explore comercialmente eventos de apelo popular, datas comemorativas, referências culturais e licenciamentos de marcas e de personagens.

A Lotex foi criada pela Lei 13.155/15 inicialmente para funcionar apenas com temas ligados ao futebol.

Reforma administrativa
Já a Medida Provisória 696/15 reorganiza e diminui ministérios e órgãos da Presidência da República. O texto reduz de 39 para 31 o número de ministérios.

Algumas dessas mudanças são a fusão dos ministérios do Trabalho e da Previdência Social e a extinção do Ministério da Pesca, que se transformou em uma secretaria ligada ao Ministério da Agricultura.

Segundo o relatório do senador Donizeti Nogueira (PT-TO), o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, criado pela MP, também abrangerá atribuições ligadas à juventude. A nova pasta surge com a fusão de três secretarias anteriormente ligadas à Presidência da República: Políticas para as Mulheres (SPM), Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e de Direitos Humanos.

Teto do funcionalismo
O primeiro projeto de lei do Executivo com prazo de urgência constitucional vencido é sobre a regulamentação do teto de remuneração do serviço público (PL 3123/15). O texto fixa novas normas para o cálculo desse teto, tanto para o servidor público quanto para os agentes políticos.

O projeto determina que a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios instituam sistema integrado de dados relativos às remunerações, proventos e pensões pagos aos servidores e militares (ativos e inativos) e pensionistas, para fins de controle do teto.

Conforme a Constituição, esse limite é, na União, o subsídio mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal; e, nos municípios, o subsídio do prefeito. Nos estados e no Distrito Federal, é o subsídio do governador, no âmbito do Poder Executivo; o subsídio dos deputados estaduais e distritais, no âmbito do Poder Legislativo; e o subsídio dos desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a 90,25% do subsídio mensal dos ministros do Supremo, no âmbito do Poder Judiciário.

Terrorismo
Também tranca a pauta o PL 2016/15, que tipifica o crime de terrorismo. Os deputados precisam votar o substitutivo do Senado, que, entre outras mudanças, retira do texto a exclusão do conceito de crime de terrorismo para a conduta individual ou coletiva de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria profissional.

Cargos e comissões
Mesmo com a pauta trancada, os deputados podem analisar o Projeto de Resolução 88/15, que cria cargos para os partidos novos (Rede e PMB). Há expectativa de criação de cerca de 70 cargos para essas legendas, surgidas no ano passado.

Outros dois projetos de resolução criam duas comissões permanentes, a de Defesa dos Direitos da Mulher (PRC 107/15) e de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (PRC 108/15).

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Paulo Nery | 15/02/2016 - 11h57
ELES NÃO TEM SENSIBILIDADES. Não percebem que muito breve acabará.
Rosângela Barbosa Gomes | 13/02/2016 - 15h52
Em resumo, nada mudará. Dos Ministérios que seriam extintos ninguém será exonerado e todos serão reaproveitados em "Secretarias" e os novos partidos já começam com a criação de cargos para eles. Diminuiu algum gasto? Não. Os 39 Ministérios viraram 31, mas ninguém foi exonerado. Política de faz-de-conta para enganar tolos.
jarlus | 13/02/2016 - 15h07
Todas em carater de urgencia pois o sistema economico e politico depende disso.
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