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28/01/2016 - 21h45 Atualizado em 28/01/2016 - 21h52

Câmara retomará atividades com disputa nas lideranças partidárias

Maior bancada da Câmara, o PMDB está dividido entre alas que apoiam e fazem oposição ao governo. No PT, que tem a segunda maior bancada, há expectativa de acordo sobre o nome do novo líder

Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Leonardo Picciani
Leonardo Picciani: "Evidentemente, sempre haverá posições divergentes, mas o líder deve expressar a posição da maioria"

Vários partidos vão definir os líderes na primeira semana de fevereiro e há previsão de disputa nas duas maiores bancadas da Câmara dos Deputados (PMDB e PT).

Algumas reuniões de bancada estão marcadas para quarta-feira (3). É o caso do PT, que pretende reunir seus 59 deputados para escolher o novo líder a partir dos nomes de Afonso Florence (BA), Paulo Pimenta (RS) e Reginaldo Lopes (MG).

O PT tem a segunda maior bancada da Câmara e há expectativa de acordo entre os pré-candidatos a fim de evitar disputa.

Também na quarta-feira, termina o prazo para a inscrição de candidaturas à liderança do PMDB, o maior partido da Casa, com 67 deputados. O partido está dividido entre alas que apoiam e fazem oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff e vai definir o líder por meio de eleição, no dia 17.

Por enquanto, os candidatos são o atual líder, deputado Leonardo Picciani (RJ), e o deputado Hugo Motta (PB). Em janeiro, o deputado Leonardo Quintão (MG) chegou a ser anunciado como candidato, mas desistiu da disputa e anunciou apoio à recondução de Picciani. Em dezembro do ano passado, Quintão ocupou a liderança peemedebista por cerca de duas semanas, à frente de um movimento de deputados contrários à atuação de Picciani.

Disputa no PMDB
Hugo Motta estranhou a desistência de Quintão, mas espera herdar os votos dos que fazem oposição ao governo. "A decisão do deputado Leonardo Quintão tem que ser explicada à bancada, porque ele havia sido levado à condição de líder justamente por pensar e dizer fazer diferente do atual líder, Leonardo Picciani. Claro que é direito do deputado escolher o líder que ele quiser, mas soa muito estranho uma decisão ser tomada sem justificativa plausível”, afirmou.

Hugo Motta ressalta, no entanto, que pretende unificar o partido. "Isso em nada diminui o nosso desejo de unificar o PMDB. Pelo contrário, fortalece as nossas chances e vamos seguir dialogando com todos e buscando o fortalecimento do nosso partido", disse.

Leonardo Picciani avalia que a decisão de Quintão ajuda a unir o PMDB, sem desrespeitar as divergências internas do partido. "Primeiramente, eu recebo o apoio com gratidão, uma vez que ele retirou a candidatura e passou a me apoiar. Creio que o que move o deputado Quintão é o mesmo que me move: a busca da unidade, da convergência e de um debate que não esteja atrelado a razões pessoais e menores”, declarou.

“Tenho certeza plena de que, sendo reconduzido à liderança da bancada, eu restabelecerei a unidade da bancada. Evidentemente, sempre haverá posições divergentes, mas o líder deve expressar a posição da maioria", afirmou Picciani.

Oposição
O maior partido de oposição já definiu a liderança para 2016: os 53 deputados do PSDB serão conduzidos por Antonio Imbassahy (BA). Já o DEM se reúne na quarta-feira com tendência de aclamar o deputado Pauderney Avelino (AM) como novo líder.

O Psol, que costuma adotar rodízio na liderança, também tem reunião marcada para terça ou quarta-feira a fim de definir o substituto do atual líder, deputado Chico Alencar (RJ).

Outros partidos
O PPS, o PTB e o PP são alguns dos partidos onde a liderança ainda está indefinida. Outros partidos, no entanto, anunciaram a recondução de seus líderes desde o ano passado: são os casos de Fernando Coelho Filho (PE), do PSB; Maurício Quintella Lessa (AL), do PR; e Rogério Rosso (DF), do PSD. O PDT também já definiu que seu líder em 2016 será o deputado Weverton Rocha (MA).

Atribuições
Os líderes são responsáveis pela definição da pauta de votação nas reuniões semanais com o presidente da Câmara. Eles também fazem as orientações de seus partidos durante as votações e escolhem os integrantes indicados para todas as comissões da Casa. Pelo regimento, eles têm direito a usar a palavra em qualquer reunião para defender as ideias de seus partidos.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Pierre Triboli

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Luiza Rabelo | 29/01/2016 - 11h10
Só espero que estes candidatos a "líderes" se coloquem no lugar da população, ao invés de se curvarem ao Executivo. E pensem bem antes de apoiar a volta da CPMF, pois os brasileiros já estão um pouco mais informados e através das redes sociais, fica muito fácil denunciar aqueles que foram os responsáveis por mais um tributo. Basta de tantos impostos!!! Afinal, não temos retorno em nada do que pagamos. Só o Executivo e Legislativo é que usufruem do dinheiro que todos os brasileiros são obrigados contribuir.