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05/12/2013 - 17h49 Atualizado em 05/12/2013 - 20h00

Valdemar Costa Neto renuncia ao mandato de deputado federal

STF determinou nesta quinta-feira a prisão de Costa Neto, que é um dos condenados no processo do mensalão.

Arquivo /J. Batista
Valdemar Costa Neto
Costa Neto: renúncia evita "constrangimento institucional" ao Parlamento.

O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) apresentou carta de renúncia ao seu mandato, que foi lida nesta quinta-feira (5) em Plenário pelo deputado Luciano Castro (PR-RR).

O pedido de renúncia ocorreu após a notícia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou sua prisão. Costa Neto já se apresentou no presídio da Papuda, em Brasília, segundo informações da Polícia Federal.

Valdemar Costa Neto é um dos condenados no processo do mensalão (Ação Penal 470). Recebeu pena de sete anos e dez meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A renúncia encerra qualquer possibilidade de processo de cassação do mandato pela Câmara. Na carta, o deputado diz que renunciou para não impor ao Parlamento “mais um constrangimento institucional”.

Leia a íntegra da carta de renúncia

Costa Neto também alega inocência. “Reitero que fui condenado por crimes que não cometi. Serenamente, passo a cumprir uma sentença de culpa, flagrantemente destituída do sagrado duplo grau de jurisdição”, diz a carta.

Ele é o segundo deputado a renunciar ao mandato depois de condenação no processo do mensalão. Nesta semana, o então deputado José Genoino (PT-SP) também renunciou para evitar o processo de cassação.

Costa Neto já havia renunciado ao mandato de deputado federal em 2005, após ter o nome associado, pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, ao escândalo do mensalão, o mesmo que deu origem ao processo no Supremo Tribunal Federal.

Suplente
O suplente de Costa Neto é Hélcio Silva (PT), atual vice-prefeito de Mauá (SP), que terá que se desligar do cargo para assumir o mandato de deputado federal.

Da Redação/PT

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Comentários

cleusa ramalho de almeida | 06/12/2013 - 15h35
verdadeiramente é uma vergonha para o Brasil, essa renúncia deveria ser expressamente proibida. sintam-se envergonhados todos esses politiqueiros envolvidos em todas essas maracutaias. E o povo é quem paga o pato.
Ivaneide | 06/12/2013 - 10h32
É preciso fazer uma reforma política que impeça os parlamentares que estão em processo renunciem, de forma que a cassação seja uma fase obrigatória. Quem é condenado por crimes contra a administração - e assim contra povo - deve ser responsabilizado com todo o rigor. Pessoas morrem todos os dias devido a falta dos parlamentares. Se estivéssemos no império eles teriam as cabeças cortadas ou seriam enforcados, 8 anos sem poder candidatar-se não pode ser considerado pena uma
pedro | 06/12/2013 - 00h44
Kkkkkk. Mais um inocente.