Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

07/12/2017 - 08h35

Comissão de Meio Ambiente discute impactos da exploração de xisto no Brasil

O gás de xisto pode servir na geração de energia elétrica ou como combustível nas indústrias

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável discute hoje os impactos da exploração do gás de xisto e a suspensão da 12ª Rodada de Licitações promovida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O deputado Nilto Tatto (PT-SP), que sugeriu a realização do debate, explica que a Justiça de Presidente Prudente (SP) suspendeu, a pedido do Ministério Público Federal, a 12ª Rodada de Licitações para exploração de xisto, com uso da técnica do fraturamento hidráulico, na bacia do rio Paraná.

A diferença entre o fraturamento hidráulico e a perfuração tradicional é que ela consegue acessar as rochas sedimentares de xisto fino no subsolo e, consequentemente, explorar reservatórios que antes eram inatingíveis. Por uma tubulação imersa em quilômetros no subsolo é despejada uma mistura de grandes quantidades de água e solventes químicos comprimidos. A grande pressão provoca explosões que fragmentam a rocha.

Entenda como é feita a exploração de xisto

O Ministério Público Federal apontou potenciais riscos ao meio ambiente, à saúde humana e à atividade econômica regional.

O Aquífero Guarani, maior fonte de água doce da América do Sul, fica logo acima de boa parte das reservas de xisto da bacia do Paraná.

A decisão judicial, explica o deputado, proíbe a ANP de promover outras licitações na região que tenham por objeto a exploração do gás de xisto pelo fraturamento hidráulico, enquanto não houver a realização de estudos técnicos científicos que demonstrem a viabilidade do uso dessa técnica em solo brasileiro.

Debatedores
Foram convidados para falar sobre o assunto:
- o procurador da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Evandro Pereira Caldas;
- o procurador da Fazenda Pública de Martinopolis (SP), Galileu Marinho das Chagas;
- o procurador da República, Luís Roberto Gomes.

Participação popular
A audiência será realizada a partir das 9 horas, no plenário 8.

Os interessados poderão participar da audiência ao vivo, por meio do portal e-Democracia, enviando perguntas, críticas e sugestões. Clique no banner abaixo e participe.

Da Redação - ND

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'