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23/11/2017 - 08h23

Audiência analisa ações para mitigar impactos do desastre de Mariana

Rogério Alves/TV Senado
Bento Rodrigues, Município de Mariana, Minas Gerais, alguns dias após rompimento da barragem da Mineradora Samarco
No total, o rompimento da barragem matou 19 pessoas e deixou outras 1.640 desabrigadas.

As comissões de Direitos Humanos e Minorias; e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável discutem nesta manhã os impactos sociais do desastre de Mariana (MG) e as ações dos órgãos públicos e das empresas envolvidas.

O desastre ambiental ocorreu no dia 5 de novembro de 2015, quando a barragem de rejeitos de Fundão, situada no município de Mariana e de propriedade da Samarco Mineração, rompeu-se e derramou 34 milhões de metros cúbicos de lama sobre o vale de um subafluente do Rio Gualaxo do Norte, afluente do Rio do Carmo, que deságua no Rio Doce.

Nos 16 dias seguintes, a lama percorreu mais de 600 km e chegou à foz do Rio Doce, no oceano Atlântico, matando a fauna e a flora da região e comprometendo o abastecimento de água de várias cidades do Espírito Santo e Minas Gerais.

“ Os impactos ambientais e socioeconômicos são muito complexos e sua compensação é tarefa de longo prazo”, afirma o deputado Padre João (PT-MG), um dos parlamentares que pediram a realização da audiência.

“Os planos [de recuperação] apresentados pela Samarco, até agora, não foram aprovados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e a população afetada pelo maior desastre ambiental do Brasil ainda sofre as consequências”, critica o deputado Nilto Tatto (PT-SP), que também sugeriu o debate.

Foram convidados para discutir o assunto, entre outros, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho; representantes da Comissão dos Atingidos pela Barragem de Fundão; da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens; e da Fundação Renova (responsável pelos programas de reparação e reconstrução das áreas afetadas).

Confira a lista completa de convidados

A audiência será realizada a partir das 9 horas, no plenário 8, e poderá ser acompanhada ao vivo pelo WebCamara.

Da Redação - ND

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Comentários

WEBERSON | 23/11/2017 - 15h58
A principio não é difícil aponta a falta de monitoramento, planejamento,controle e construção de mapas de riscos e sinistros ambientais. Não foi algo imprevisível: como chuvas torrenciais, tufão, furação, tsunami, terremoto, maremoto...rio moto, explosão...simplesmente falta de cálculo. Qual o espaço físico que ocupa um metro cúbico de água? Qual é o espaço físico de contenção para uma barragem que rompe? É possível esvaziar uma barragem, Como? É possível solidificar os rejeitos, como? O certo é que há tecnologia para retirar uma montanha e nenhum estudo para implantar uma montanha.