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17/12/2015 - 19h01

Pesquisadores defendem mapeamento para inclusão social de índios e quilombolas

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a nova cartografia social na Amazônia
Comissão de Meio Ambiente realizou audiência para debater a cartografia social da Amazônia

Pesquisadores defenderam nesta quinta-feira (17), em audiência na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Câmara dos Deputados, a realização do projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA).

Criado em 2005, o projeto envolve a coleta de relatos sobre a história social e os problemas regionais de índios, quilombolas e ribeirinhos. A partir daí, são elaborados mapas referenciados em elementos locais, como casas, embarcações e plantas.

O projeto agrega 100 pesquisadores e mais de mil agentes que trabalham com os povos tradicionais em 15 estados. Esses pesquisadores ensinam técnicas de mapeamento, conversam com os agentes e coletam os relatos. Eles transcrevem trechos de depoimentos de moradores que irão compor os fascículos do projeto.

Os povos que integram o projeto estão localizados desde o sul do Paraná, na região dos Faxinalenses, ao Maranhão, terra das quebradeiras de coco.

Relatos
Na audiência, a professora Jurandir Novaes, da Universidade Federal do Pará, relatou as descobertas sobre a cultura quilombola, a partir de mapeamento de grupo na Ilha de São Vicente, em Tocantins.

"São falas que vão surgindo e que são colocadas pelos quilombolas, que relatam sua forma de viver, a sua luta, os seus antagonistas, os conflitos com os quais eles se defrontam. E você vai encontrar 1/3 do fascículo falando da relação com o babaçu. É muito interessante, e não é provocado", afirmou.

O deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA), que solicitou o debate, falou sobre os benefícios de uma cartografia protagonizada pelo próprio cartografado. "Indígenas urbanos em Belém mereceram cartografia social e muitos vêm recuperando a sua própria identidade indígena. Depois de anos trabalhando como domésticos, numa casa qualquer, agora dizem: 'Não, eu sou indígena da etnia tal, meu povo está lá no município tal e estou em Belém, mas assumo a condição indígena’."

Pauta na Câmara
Edmilson Rodrigues acredita ser preciso ouvir os povos tradicionais, em especial quanto a sua organização no território. Segundo ele, é necessário fazer um contraponto para as propostas que tramitam na Câmara que tratam da demarcação de terras (PEC 215/00), de indenizações do Estado a fazendeiros pela terra nua (PEC 132/15) e de mineração em terras indígenas (PL 1610/96), entre outras.

O professor da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Alfredo Wagner Berno de Almeida, criticou o que chamou de pauta do desmatamento no Congresso Nacional. "Em um ano, nós tivemos cerca de 600 proposições ligadas a desmatamento e, curiosamente, ninguém diz que é a favor do desmatamento, todo mundo diz que é contra. Esse é um problema que está lá nas comunidades, mas está aqui também dentro do Congresso Nacional", afirmou.

Quilombos em Alcântara
Durante o debate sobre o projeto Nova Cartografia Social da Amazônia, expositores pediram o desfecho da luta travada pelas comunidades remanescentes de quilombos do município de Alcântara, no Maranhão, por seus direitos ao território e à autodeterminação étnico-racial.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Pierre Triboli

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