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05/12/2013 - 08h29 Atualizado em 05/12/2013 - 11h37

Comissão discute exploração de xisto e seus efeitos sobre o meio ambiente

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Ambientalistas alertam sobre impactos da exploração do gás xisto.

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável promove audiência pública hoje, às 10 horas, para discutir a exploração do xisto em território nacional e seus efeitos sobre o meio ambiente. O evento foi solicitado pelos deputados Sarney Filho (PV-MA), Penna (SP) e Pedro Uczai (PT-SC).

Os parlamentares estão preocupados com o leilão de gás de xisto proposto pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP): “A exploração desse gás no Brasil ocorre no Paraná, mas em pequena escala. Não serve de parâmetro para os projetos em grande escala que estão sendo anunciados pela ANP”.

Também chamado de gás não convencional, o gás de xisto está armazenado entre rochas no subsolo, geralmente a mais de mil metros de profundidade. Para extraí-lo, as rochas são explodidas, ou fraturadas, com a injeção de grandes quantidades de água, areia e produtos químicos. O método é chamado de fraturamento hidráulico.

Aumento do consumo nos EUA
Nos Estados Unidos, o gás de xisto corresponde, hoje, a 16% da demanda nacional de gás natural; em 2000, era apenas 1% desse total. Os empresários estimam que em 2035 essa fonte possa ocupar 46% do consumo de gás nos EUA.

Os deputados argumentam que os problemas ambientais relacionados à exploração do gás de xisto são imensos: “Conforme estudiosos há riscos de vazamentos subterrâneos; contaminação de aquíferos; danos aos reservatórios produtores de água; possibilidade de abalos sísmicos”.

Eles ressaltam que a tecnologia usual faz uso de uma grande quantidade de água e, consequentemente, também gera um grande volume de rejeitos líquidos poluídos: “O processo industrial é extremamente perigoso. Existe a grande possibilidade de explosões, incêndios, vazamentos de fluidos contaminando solo, e danos aos poços perfurados”.

Convidados
Foram convidados para discutir o tema com os deputados:
- o representante da área de Segurança Operacional e Meio Ambiente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Luciano Silva Pinto Teixeira;
- o gerente de Águas Subterrâneas da Superintendência de Implementação e Projetos da Agência Nacional de Águas, Fernando Roberto de Oliveira;
- o gerente geral de Interpretação e Avaliação das Bacias Terrestres da área de Exploração e Produção da Petrobras, Otaviano da Cruz Pessoa;
- o professor da Universidade Federal de Santa Catarina Luiz Fernando Shceibe;
- o especialista em efeitos ambientais na prospecção do gás de xisto Jailson de Andrade;
- o coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo; e
- o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, Carlos Alberto Hailer Bocuhy.

A audiência ocorrerá no Plenário 8.

Da Redação - DC

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