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20/09/2012 - 08h05

Projeto cria fundo para financiar recomposição de áreas verdes

Gustavo Lima
Jonas Donizette
Donizette: expansão imobiliária avança sobre áreas verdes.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3790/12, do deputado Jonas Donizette (PSB-SP), que institui o Fundo de Custeio da Ampliação das Áreas Verdes Arborizadas Urbanas, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, destinado à recuperação e ao desenvolvimento ambiental dos perímetros urbanos, por meio do custeio de projetos de plantio de árvores.

A prioridade do fundo é custear projetos em áreas urbanas com índice de área verde arborizada inferior a 12 m² por habitante ou regiões com alto índice de edificação e de impermeabilização do solo.

A proposta lista as seguintes fontes de receitas para o fundo:
- dotação orçamentária anual e os créditos suplementares correspondentes;
- créditos adicionais;
- auxílios, doações e contribuições de qualquer natureza;
- transferência de recursos, por meio de convênios ou ajustes com entidades de direito público ou organismos privados nacionais e internacionais;
- rendimentos, acréscimos ou juros decorrentes da aplicação de seus recursos ou do produto de operações financeiras;
– outras receitas não especificadas destinadas à implantação e desenvolvimento de seus programas;
– receitas decorrentes da alienação de certificados de redução de emissão de carbono.

O fundo será administrado por um conselho gestor composto por nove integrantes designados pela Presidência da República e presidido pelo ministro do Meio Ambiente, que também terá o voto de qualidade nas deliberações.

Segundo a proposta, compete ao conselho gestor analisar, fiscalizar e deliberar sobre pedidos de custeio de projetos com recursos do fundo, na forma da lei e do seu Regimento Interno.

O fundo poderá financiar projetos propostos por órgãos públicos ou entidades privadas, sendo que o limite máximo de financiamento com recursos do fundo será de 60% do seu custo total estimado. São proibidos o aditamento contratual para aumentar o valor de custeio aprovado originariamente e a concessão de novo custeio para complementar projeto já custeado pelo fundo ou por qualquer outro ente público ou privado.

Para um mesmo ente público ou privado não serão custeados dois ou mais projetos ao mesmo tempo. Poderão ser admitidos projetos de arborização em áreas verdes já implantadas desde que resultem em ampliação mínima de 50% da área de árvores plantadas já existentes nesse mesmo local.

Mediante ajuste prévio, o fundo poderá custear projetos novos de ampliação de áreas urbanas arborizadas em conjunto com outros entes públicos ou privados.

Por fim, a proposta concede ao Poder Executivo a prerrogativa de regulamentar a lei, especialmente na parte relativa à definição das espécies arbóreas prioritárias por região, de acordo com suas respectivas características ambientais.

Segundo Jonas Donizette, o projeto “é fruto de uma reflexão sobre a necessidade de gerarmos meios que viabilizem a restauração de massas verdes nos ambientes urbanos como caminho para reduzir o impacto das emissões de carbono, melhorar a qualidade do ar e atenuar os reflexos de aquecimento derivados da ausência ou insuficiência de áreas verdes urbanas”.

O deputado destaca ainda que “a expansão imobiliária toma para si, dia após dia, áreas verdes as quais são substituídas por edificações e impermeabilizações de solo e de subsolo em progressivo processo de agravamento e piora da qualidade ambiental urbana para a vida”.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Rodrigo Bittar
Edição - Wilson Silveira

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Comentários

Micheline | 21/09/2012 - 13h01
O problema desses fundos vai ser fiscalizar a utilzação deles. Acho pouco eficiente. Porque não fazer um projeto de lei com obrigatoriedade de determinado número de árvores por quadra na cidade?O viveiro da prefeitura se encarregaria disso.
JOSÉ AUGUSTO | 21/09/2012 - 09h40
O problema desses Fundos é que o fundo nunca chega, o buraco é sempre mais embaixo. Acho que criar gestão federal num caso desses não é uma boa ideia. Todo mundo quer mais árvores nas cidades, com exceção dos especuladores imobiliários. Por isso, penso que a arborização tinha que ser uma obrigação de cada Prefeitura, que seria obrigada a desenvolver e implantar projetos próprios de recomposição florestal e arborização, de acordo com determinados critérios gerais e específicos do município, sob pena de perder repasse de recursos tributários, etc...
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