Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

12/04/2018 - 15h07

Representantes de instituições desportivas pedem apoio aos esportes tipicamente nacionais

Participantes de audiência pública da Comissão do Esporte criticaram, nesta quarta-feira (11), a falta de apoio do poder público a modalidades esportivas tipicamente nacionais. A Constituição garante o fomento, pelo Estado, de práticas desportivas formais e não-formais, com destaque à proteção e ao incentivo às manifestações desportivas de criação nacional. Porém, segundo os debatedores, isso não acontece.

O presidente da Comissão Atlética Brasileira de MMA, Rafael Favetti, destacou que a legislação desportiva brasileira tem como foco o futebol. "A lei Pelé (Lei 9.615/98), a grande lei do sistema desportivo, tem os dois olhos em um tipo de esporte, que é futebol, o que acaba dificultando todos os outros esportes”, afirmou.

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre os esportes de criação nacional
Desportistas criticaram a falta de apoio do poder público aos esportes criados no Brasil

Favetti avaliou também que, quando o poder público não dá a devida atenção aos esportes genuinamente nacionais, nossa cultura se empobrece. “Quanto menos atenção damos aos esportes de criação nacional, mais perdemos o controle sobre a cultura brasileira.”

Jogadora de futevôlei, Lana Miranda afirmou que o texto constitucional não é cumprido e defendeu mais incentivo às práticas desportivas de criação brasileira. "Há grande importância ao futebol e aos esportes mais consagrados; os esportes genuinamente brasileiros são deixados de lado."

O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), que presidiu o debate no colegiado, defendeu que a Câmara faça seu papel para ajudar o fomento dessas práticas. "Esse é o desafio: regulamentar na Comissão de Esporte mecanismos para dar um pouco mais de protagonismo e ver a possiblidade de patrocínio e apoio material."

O deputado João Derly (Rede-RS), que solicitou o debate, também defendeu a importância de debater formas de proteger e criar incentivos para essas manifestações desportivas de criação nacional.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Ana Chalub

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Marcelo Azevedo | 12/04/2018 - 21h15
Segue que os próprios dirigentes são pessoas ligadas a entes políticos e estes declinanm seus interesses em apoio a este ou aqueles candidatos políticos... Quando a sociedade civil aceitar atuar sem depender do ente político ou público verá o valor de suas atividades explanadas em ações de captacao de recursos de entes nacionais e internacionais. Faço parte de uma entidade nacional que atua só neste mercado e nos consultores não precisamos de Brasília. É sim da ética nas entidades. não é João Derly que sua federação recebeu 300 milhões nas olimpíadas e cadê este recursos???? Marcelo Azevedo