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06/12/2018 - 18h50

Sessão solene homenageia os 40 anos da regulamentação da profissão de arquivista

A Câmara dos Deputados promoveu sessão solene nesta quinta-feira (6) em homenagem aos 40 anos da Regulamentação da Profissão de Arquivista.

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Homenagem aos Quarenta Anos da Regulamentação da Profissão de Arquivista
A profissão de arquivista foi regulamentada há 40 anos; data foi comemorada em sessão solene na Câmara

Em discurso lido no Plenário, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, destacou que a profissão é uma das mais importantes nas sociedades contemporâneas. Maia afirmou que a participação do arquivista é fundamental para o tratamento dos dados da população. “Ele lida com a informação em todas as suas dimensões, abrangendo a produção, o fluxo, a difusão e o registro de qualquer dado”, disse.

O deputado Professor Paco (Pode-DF), que propôs a homenagem, afirmou que graças aos registros históricos existe hoje preservada a memória do país. “Apesar da relevância histórica desse trabalho, foi apenas há 40 anos que a profissão de arquivista foi devidamente regulamentada pelo Congresso Nacional”, lembrou.

Lúcio Henrique Xavier Lopes, diretor-geral da Câmara dos Deputados, frisou que ocorre no momento uma transformação mundial, com a passagem da preservação em papel para o que se convencionou chamar de documentos “nato digitais”.

“Nós transformamos a Câmara dos Deputados em um verdadeiro laboratório para que a gente possa preservar toda a nossa memória nato digital. Aqueles documentos que são históricos, mas que já nascem numa era tecnológica, e que sequer vão passar por um papel, já que são eletrônicos. É um novo desafio”, disse.

Para Roberto Grosse Júnior, diretor da Coordenação de Arquivo do Senado Federal, o papel do arquivista é zelar pelos documentos oficiais, sendo responsável por sua gestão e preservação. “Podemos dar o exemplo do documento original da Lei Áurea. É um dos documentos sob o cuidado do acervo do Legislativo tanto da Câmara como do Senado. Ao contrário do que muitos pensam, este documento não se perdeu no trágico incêndio que destruiu o Museu da República”, lembrou.

Reportagem - Márcia Torres
Edição - Ana Chalub

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